{"id":1790,"date":"2013-06-24T20:19:51","date_gmt":"2013-06-24T20:19:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.tiabeth.com.br\/tiabeth\/wp\/saude\/?p=1047"},"modified":"2018-09-09T16:55:16","modified_gmt":"2018-09-09T19:55:16","slug":"alimentos-que-curam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.tiabeth.com.br\/index.php\/2013\/06\/24\/alimentos-que-curam\/","title":{"rendered":"Alimentos que curam"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19559\" src=\"https:\/\/www.tiabeth.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/alho2-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"650\" srcset=\"https:\/\/www.tiabeth.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/alho2-1.jpg 1000w, https:\/\/www.tiabeth.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/alho2-1-300x195.jpg 300w, https:\/\/www.tiabeth.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/alho2-1-768x499.jpg 768w, https:\/\/www.tiabeth.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/alho2-1-765x496.jpg 765w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p>A busca por meios que possam reduzir a fome no planeta normalmente produz outros efeitos. Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa de Hortali\u00e7as (CNPH), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), que tem como miss\u00e3o &#8220;executar atividades de pesquisa sobre os fatores que limitavam o desenvolvimento das hortali\u00e7as&#8221;, em parceria com a Universidade de Bras\u00edlia (UnB), est\u00e3o desenvolvendo hortali\u00e7as que, al\u00e9m de matar a fome, podem levar \u00e0 cura de v\u00e1rias doen\u00e7as, como a diabetes, por exemplo.<\/p>\n<p>O projeto de pesquisa que vem sendo conduzido pela Embrapa Hortali\u00e7as (Bras\u00edlia-DF), em parceria com o Departamento de Nutri\u00e7\u00e3o Humana da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), vem avaliando o efeito de uma esp\u00e9cie de ab\u00f3bora sobre os n\u00edveis de glicemia em portadores de diabetes mellitus tipo II, dist\u00farbio metab\u00f3lico que afeta mais de 90% dos casos da doen\u00e7a.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1048\" aria-describedby=\"caption-attachment-1048\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.tiabeth.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/abobora_gila_interno.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-1048\" src=\"https:\/\/www.tiabeth.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/abobora_gila_interno.jpg\" alt=\"Ab\u00f3bora gila\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1048\" class=\"wp-caption-text\">Ab\u00f3bora gila<\/figcaption><\/figure>\n<p>Atualmente os pesquisadores est\u00e3o trabalhando com a ab\u00f3bora gila (Cucurbita ficifolia B.) no tratamento de pacientes portadores de diabetes tipo 2 e sementes de melancia para \u201co tratamento e preven\u00e7\u00e3o de pacientes com hipertens\u00e3o e pr\u00e9-hipertens\u00e3o, respectivamente. J\u00e1 trabalhamos com alho para tratamento de colesterol e preven\u00e7\u00e3o do infarto agudo do mioc\u00e1rdio, explica a pesquisadora Leonora Mansur Mattos, do CNPH.<\/p>\n<p>Uma entusiasta das pesquisas, \u00a0Leonora garante que a popula\u00e7\u00e3o deve esperar novidades que podem ser alcan\u00e7adas pelo trabalho da Embrapa Hortali\u00e7as feito por seus pesquisadores ou em parceria com outras institui\u00e7\u00f5es. \u201cAs hortali\u00e7as s\u00e3o ricas em compostos bioativos e cada vez mais temos pesquisado subst\u00e2ncias que podem ajudar na preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis (DCNT), que incluem as doen\u00e7as cardiovasculares, neoplasias, diabetes, obesidade e doen\u00e7as respirat\u00f3rias\u201d, informa.<\/p>\n<p>A pesquisadora explica que as DCNTs s\u00e3o patologias, consideradas epidemias da atualidade, que acometem a popula\u00e7\u00e3o mundial e est\u00e3o diretamente relacionadas com a urbaniza\u00e7\u00e3o acelerada, aumento progressivo da expectativa de vida, h\u00e1bitos alimentares inadequados, aumento do tabagismo e sedentarismo. \u201cOs compostos bioativos ajudam tamb\u00e9m na preven\u00e7\u00e3o do envelhecimento e estamos pesquisando em nosso banco ativo de germoplasma, esp\u00e9cies com subst\u00e2ncias com capacidade antioxidante que possam ser adicionadas a cosm\u00e9ticos. Com dados das pesquisas &#8220;in vivo&#8221;, a popula\u00e7\u00e3o poder\u00e1 consumir as hortali\u00e7as para prevenir as doen\u00e7as com quantidades comprovadas cientificamente\u201d, informa a doutora Leonora.<\/p>\n<p>\u201cA ingest\u00e3o dos alimentos n\u00e3o ir\u00e1 combater a doen\u00e7a. Isso pode at\u00e9 acontecer, mas o que se espera dos compostos bioativos que possuem propriedades funcionais \u00e9 que eles ajudem na preven\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as como a diabetes, o colesterol, as doen\u00e7as cardiovasculares, enxaquecas, dist\u00farbios intestinais e outros males\u201d, explica.<\/p>\n<p>Pela pesquisa com a ab\u00f3bora gila e com sementes de melancia, os horizontes delineados at\u00e9 agora apontam para resultados bastante promissores. Tudo come\u00e7ou a partir de ideia levantada pelo pesquisador Celso Moretti, da Embrapa Hortali\u00e7as que ministra aulas para estudantes de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do curso de Nutri\u00e7\u00e3o Humana da Faculdade de Ci\u00eancias da Sa\u00fade da UnB, juntamente com a pesquisadora Leonora Mattos. \u201cDurante as aulas, geralmente s\u00e3o apresentadas quest\u00f5es configuradas como problemas para serem abordados em forma de projetos. Ent\u00e3o, numa dessas ocasi\u00f5es, o pesquisador sugeriu a formula\u00e7\u00e3o de projeto com base na poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o do uso da cucurbit\u00e1cea com o tratamento do diabetes tipo II\u201d, conta a Leonora.<\/p>\n<p>A ideia do pesquisador, de acordo com sua parceira de estudos, levou em conta alguns poucos estudos conduzidos no Brasil, que demonstraram o efeito hipoglicemiante \u2013 quando h\u00e1 queda nas taxas de glicose do sangue \u2013 a partir da ingest\u00e3o de algumas cucurbit\u00e1ceas. A sugest\u00e3o de Moretti tamb\u00e9m despertou o interesse da nutricionista Lidiane Muniz, que aceitou o desafio e fez do tema a sua tese de doutoramento na UnB, virando tamb\u00e9m projeto de pesquisa conduzido pela Unidade da Embrapa, com apoio do Departamento de Nutri\u00e7\u00e3o Humana e do CNPq. O projeto aprovado tem como foco caracterizar f\u00edsica e quimicamente \u201cin vitro\u201d as subst\u00e2ncias presentes na ab\u00f3bora, acompanhar o estado nutricional dos pacientes diab\u00e9ticos tipo II e avaliar bioquimicamente, por meio de ensaios cl\u00ednicos \u201cin vivo\u201d, os efeitos da estimula\u00e7\u00e3o de secre\u00e7\u00e3o de insulina pela Cucurbita ficifolia Bouch\u00e9, conhecida como ab\u00f3bora gila.<\/p>\n<p>Em sua apresenta\u00e7\u00e3o, o projeto aprovado justifica a sua concep\u00e7\u00e3o destacando os benef\u00edcios terap\u00eauticos alcan\u00e7ados com o uso de hipoglicemiantes orais e insulina. De acordo com a coordenadora do trabalho, essa tem sido basicamente a \u00fanica forma de controle do n\u00edvel glic\u00eamico no sangue, mas os benef\u00edcios obtidos agregam outras variantes, como os efeitos colaterais e o custo elevado. \u201cA busca por plantas ou compostos naturais com atividade hipoglic\u00eamica pode ser uma alternativa para suprir as necessidades de novos compostos ativos, menos t\u00f3xicos e possivelmente mais acess\u00edveis \u00e0 popula\u00e7\u00e3o\u201d, opina Leonora.<\/p>\n<h4><strong>Alimentos\u00a0bioativos<\/strong><\/h4>\n<p>A ab\u00f3bora em quest\u00e3o possui compostos funcionais ou bioativos, que produzem efeitos metab\u00f3licos ou fisiol\u00f3gicos, isto \u00e9, al\u00e9m de agirem em fun\u00e7\u00f5es nutricionais b\u00e1sicas, ir\u00e3o desencadear efeitos ben\u00e9ficos espec\u00edficos \u00e0 sa\u00fade. Estudos epidemiol\u00f3gicos, in vivo, in vitro e ensaios cl\u00ednicos mostram que uma dieta alimentar balanceada e rica em antioxidantes pode reduzir o risco de doen\u00e7as cr\u00f4nicas e degenerativas.<\/p>\n<p>O que torna um alimento funcional \u00e9 a presen\u00e7a de fitoqu\u00edmicos, compostos identificados nas frutas e hortali\u00e7as e que desempenham um importante papel no organismo, ao ajudar a promover a sa\u00fade e a prevenir doen\u00e7as, refor\u00e7ando o sistema de defesa interno. Em linhas gerais, a literatura existente sobre o tema tem destacado que todo alimento natural pode ser classificado como bioativo, j\u00e1 que contem, em doses vari\u00e1veis, elementos essenciais \u00e0 sa\u00fade, como vitaminas, minerais, enzimas e fibras. No entanto, certos alimentos possuem \u2013 al\u00e9m desses componentes \u2013 outras subst\u00e2ncias com qualidades espec\u00edficas, a exemplo do alho, cujas pesquisas realizadas em parceria pela Embrapa Hortali\u00e7as e UnB confirmaram os seus benef\u00edcios na redu\u00e7\u00e3o do colesterol e na preven\u00e7\u00e3o do infarto agudo do mioc\u00e1rdio.<\/p>\n<p>Outra pesquisa em parceria com a UnB, ainda em fase inicial, vai estudar a citrulina, uma subst\u00e2ncia presente na melancia que atua no combate \u00e0 hipertens\u00e3o. O projeto tem como objetivo produzir um ch\u00e1 a partir das sementes dessa hortali\u00e7a.<\/p>\n<h4><strong>PODER DO ALHO<\/strong><\/h4>\n<p><a href=\"https:\/\/www.tiabeth.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/alho.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-1049\" src=\"https:\/\/www.tiabeth.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/alho-300x244.jpg\" alt=\"alho\" width=\"210\" height=\"171\" \/><\/a>Outras pesquisas realizadas pela Embrapa Hortali\u00e7as em conjunto com a Faculdade de Ci\u00eancias da Sa\u00fade da UnB comprovaram o poder do alho na redu\u00e7\u00e3o do colesterol e na preven\u00e7\u00e3o do infarto agudo do mioc\u00e1rdio. O estudo, desenvolvido pela doutoranda Ester Yosino e orientado pelos pesquisadores do Centro de Pesquisa Celso Moretti e Leonora Mattos, buscou informa\u00e7\u00f5es sobre os efeitos da alicina, composto ativo presente no alho, e seus efeitos sobre a preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n<p>A primeira fase do estudo buscou determinar o efeito do armazenamento sobre a concentra\u00e7\u00e3o de alicina e de outras caracter\u00edsticas qu\u00edmicas e f\u00edsicas em diferentes cultivares de alho. Em seguida, foram avaliados os efeitos da subst\u00e2ncia na redu\u00e7\u00e3o do colesterol e na preven\u00e7\u00e3o do infarto do mioc\u00e1rdio em cobaias. A pesquisadora Leonora Mattos ressalta que os resultados das pesquisas confirmaram os efeitos positivos do consumo da alicina pelas cobaias.<\/p>\n<p>Foram utilizadas duas variedades de alho brasileiro (Ca\u00e7ador e Peruano) e uma de alho chin\u00eas (Jinxiang). De acordo com Leonora Mansur, a pesquisa tamb\u00e9m avaliou outras caracter\u00edsticas qu\u00edmicas e f\u00edsicas da hortali\u00e7a e apontou uma vantagem para o produto nacional. \u201cAs variedades brasileiras avaliadas apresentaram mais propriedades funcionais que o alho chin\u00eas\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A pesquisadora da Embrapa destaca que a pesquisa com cobaias confirmou os efeitos positivos do consumo de alicina. Ela explica que o estudo utilizou ratos, que foram divididos em dois grupos. O primeiro recebia uma dieta rica em gordura enquanto o segundo tinha um card\u00e1pio equilibrado. Os dois grupos recebiam doses iguais da subst\u00e2ncia e, nos dois casos, foi observada a redu\u00e7\u00e3o nos n\u00edveis de triglicer\u00eddeos e de colesterol. A pesquisa tamb\u00e9m confirmou a a\u00e7\u00e3o do alho na preven\u00e7\u00e3o do infarto. De acordo com o pesquisador Celso Moretti, para animais com colesterol normal, o alho n\u00e3o evitou o infarto agudo do mioc\u00e1rdio, mas para aqueles com colesterol alto, houve uma diminui\u00e7\u00e3o do risco do infarto.<\/p>\n<h4><strong>REDUZINDO O COLESTEROL<\/strong><\/h4>\n<p>As propriedades medicinais do alho s\u00e3o milenares e t\u00eam sido comprovadas pela ci\u00eancia. Em 2001, pesquisadores brit\u00e2nicos do Garlic Centre, publicaram um estudo no qual afirma que pessoas que tomam uma p\u00edlula de alho por dia est\u00e3o menos propensas a resfriados comuns. Agora, uma pesquisa da Embrapa Hortali\u00e7as e da Faculdade de Sa\u00fade da UnB comprova que o alho pode curar problemas bem mais graves que uma simples gripe.<\/p>\n<p>O estudo, realizado pela doutoranda Ester Yosino da Silva e orientado pelos pesquisadores da Unidade Celso Luiz Moretti e Leonora Mansur Mattos, buscou informa\u00e7\u00f5es sobre o efeito do composto ativo mais comum do alho, a alicina, na redu\u00e7\u00e3o do colesterol e na preven\u00e7\u00e3o do infarto agudo do mioc\u00e1rdio. Segundo Ester Yosino, o objetivo do estudo foi determinar o efeito do armazenamento sobre a concentra\u00e7\u00e3o de alicina e de outras caracter\u00edsticas qu\u00edmicas e f\u00edsicas em diferentes cultivares de alho. A segunda etapa foi avaliar os efeitos da subst\u00e2ncia na redu\u00e7\u00e3o de colesterol e na preven\u00e7\u00e3o do infarto agudo do mioc\u00e1rdio em cobaias.<\/p>\n<p>Os efeitos ben\u00e9ficos foram confirmados, mas, se voc\u00ea tem colesterol alto, n\u00e3o precisa comprar caixas e mais caixas de p\u00edlulas de alho. Ester Yosino explica que a dosagem de alicina recomendada para pessoas ainda n\u00e3o pode ser determinada. Para isso, s\u00e3o necess\u00e1rios estudos espec\u00edficos com seres humanos. Outra quest\u00e3o \u00e9 a volatilidade da subst\u00e2ncia. Segundo a pesquisadora, a alicina forma-se apenas quando o dente de alho \u00e9 cortado ou macerado e entra em contato com \u00e1gua. E t\u00e3o rapidamente quanto surge, ela degrada. O calor e o tempo s\u00e3o fatores que fazem a subst\u00e2ncia desaparecer. Por isso, a melhor forma de obter alicina \u00e9 saborear o alho in natura, cortado ou esmagado, ou em p\u00f3.<\/p>\n<p>Mas Ester Yosino alerta que o consumo excessivo da hortali\u00e7a tamb\u00e9m pode causar riscos \u00e0 sa\u00fade, como anemia. De acordo com ela, o consumo m\u00e1ximo di\u00e1rio recomendado pela literatura cient\u00edfica n\u00e3o deve ultrapassar dez gramas, cerca de tr\u00eas dentes grandes, no caso do produto in natura, ou at\u00e9 seis gramas de alho em p\u00f3.<\/p>\n<h4><strong>BARU<\/strong><\/h4>\n<p><a href=\"https:\/\/www.tiabeth.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/baru.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1050\" src=\"https:\/\/www.tiabeth.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/baru-300x227.jpg\" alt=\"baru\" width=\"300\" height=\"227\" \/><\/a>Mais que uma iguaria saborosa e nutritiva, o baru \u2013 fruto castanho do Cerrado pouco conhecido no Pa\u00eds \u2013 tem alto potencial antioxidante e, como resultado, poder para combater processos inflamat\u00f3rios e doen\u00e7as cr\u00f4nicas e degenerativas, como c\u00e2ncer, hipertens\u00e3o, diabetes, artrite e enfermidades cardiovasculares. A descoberta, da cientista de alimentos, Miriam Rejane Bonilla Lemos, \u00e9 relatada em estudo desenvolvido pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias da Sa\u00fade da UnB, em parceria com a Universidade Federal de Pelotas.<\/p>\n<p>A partir da an\u00e1lise de compostos bioativos em am\u00eandoas de baru, a pesquisadora comprovou a efici\u00eancia desses fitoqu\u00edmicos no controle dos radicais livres \u2013 principais respons\u00e1veis por in\u00fameras enfermidades. \u201cNossos estudos em laborat\u00f3rio acusaram esses grupos com reconhecida a\u00e7\u00e3o contra as mol\u00e9culas causadoras do estresse oxidativo\u201d, explica. \u201cOs fitoqu\u00edmicos contribuem como potentes agentes preventivos de doen\u00e7as graves\u201d, complementa Miriam.<\/p>\n<p>A pesquisadora descobriu tamb\u00e9m que os \u00f3leos da am\u00eandoa do baru s\u00e3o mais ricos em \u00f4mega 3, 6 e 9, com 81% de \u00e1cidos graxos insaturados que os pr\u00f3prios peixes, t\u00e3o recomendados em dietas saud\u00e1veis. \u201cEm rela\u00e7\u00e3o a seu potencial oxidativo, na fam\u00edlia de leguminosas \u2013 pistache, amendoim, noz, macad\u00e2mia \u2013, sem d\u00favida alguma, a am\u00eandoa do baru se sobressai\u201d, diz.<\/p>\n<p>De acordo com a orientadora do estudo, Egle Machado Siqueira, professora da Faculdade de Ci\u00eancias da Sa\u00fade, \u201ca pesquisa \u00e9 um pontap\u00e9 inicial no reconhecimento das propriedades farmacol\u00f3gicas do baru, geralmente mais estudado em seus aspectos nutricionais\u201d. Para ela, a identifica\u00e7\u00e3o de altos n\u00edveis de fen\u00f3licos, antioxidantes mais poderosos que as vitaminas C e E, constitui, sem d\u00favida, uma grande contribui\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. O estudo foi co-orientado pelo professor Rui Carlos Zambiazi.<\/p>\n<h4><strong>CERRADO<\/strong><\/h4>\n<p><a href=\"https:\/\/www.tiabeth.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/cerrado.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright wp-image-1051\" src=\"https:\/\/www.tiabeth.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/cerrado.jpg\" alt=\"cerrado\" width=\"144\" height=\"164\" \/><\/a>Outro ponto positivo da pesquisa apontado pela professora Egle \u00e9 a valoriza\u00e7\u00e3o do Cerrado, segundo maior bioma do Brasil, \u201cflora ainda pouco notada em seu potencial produtivo\u201d, de acordo com o estudo.<\/p>\n<p>Para Miriam Bonilla, o governo deve conferir mais aten\u00e7\u00e3o pol\u00edtica a esse rico e diversificado patrim\u00f4nio gen\u00e9tico. \u201cApesar de toda essa riqueza, ao longo dos \u00faltimos anos, o cerrado vem passando por in\u00fameras e criminosas devasta\u00e7\u00f5es, e a degrada\u00e7\u00e3o ambiental amea\u00e7a um acervo inestim\u00e1vel do ponto de vista biol\u00f3gico\u201d, diz, aproveitando para defender a utiliza\u00e7\u00e3o racional da mat\u00e9ria prima e um \u201cextrativismo consciente e controlado, a\u00e7\u00e3o a ser conduzida pelo poder p\u00fablico\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/arquivo.dm.com.br\/texto\/gz\/123460\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/arquivo.dm.com.br\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A busca por meios que possam reduzir a fome no planeta normalmente produz outros efeitos. 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