sexta-feira, outubro 23, 2026
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Lantus e Levemir: Qual é a diferença?

Lantus e Levemir tem muito em comum. Ambas as fórmulas são de insulina basais, o que significa que duram por um longo período de tempo no corpo e atuam como insulina de fundo, como uma alimentação lenta que imita a entrega constante ao organismo de pequena quantidade de insulina produzida por um pâncreas saudável.

Ambos são análogos de insulina, o que significa que as moléculas de insulina são análogas aos da insulina humana com ligeiras diferenças que retardam a sua absorção.

Lantus é uma fórmula clara feita com glargina, uma forma geneticamente modificada de insulina humana, dissolvida em uma solução especial. Levemir também é uma fórmula clara, mas contém detemir dissolvido, uma forma diferente de insulina geneticamente modificada.

A insulina humana é feita de duas cadeias de aminoácidos, designadas por A e B, que tem duas ligações dissulfureto entre elas. Na glargina, um aminoácido foi movido para fora, e dois aminoácidos adicionais foram adicionados a uma extremidade da cadeia B. As modificações tornaram a glargina solúvel a um pH ácido, mas muito menos solúvel em um pH neutro que é encontrado no corpo.

Até se tornar a Lantus, primeiro a glargina é produzida por uma colônia de bactérias E. coli. Em seguida, é purificada e adicionada a uma solução aquosa contendo um pouco de zinco e glicerol; um traço de ácido clorídrico também é adicionado para tornar mais ácido, trazendo o seu pH para cerca de 4. Neste grau de acidez, a glargina se dissolve completamente na solução aquosa, e é por isso que o frasco é claro.

Depois de injetá-lo em seu tecido subcutâneo, a solução ácida é neutralizada pelo seu corpo graças a um pH neutro. Devido a glargina não ser solúvel em um pH neutro, se precipita numa forma não solúvel em gordura subcutânea, onde forma um depósito relativamente insolúvel. A partir dessa piscina, ou depósito de glargina precipitada nos tecidos, pequenas quantidades lentamente se transformam em solução ao longo do tempo, partindo em seguida para a corrente sanguínea.

Levemir é feita com a insulina detemir. Determir é um insulina criada por tecnologia de DNA recombinante tal como a glargina, mas é produzida por fermento de padeiro em vez de E.coli. É uma solução límpida que contém, além da insulina detemir, o zinco, manitol, outros produtos químicos, e um pouco de ácido clorídrico ou hidróxido de sódio para ajustar o seu pH a neutro. A insulina detemir difere da insulina humana no fato de que um aminoácido foi retirado da extremidade da cadeia B, sendo que outro ácido foi ligado ao local.

Ao contrário da glargina, detemir não forma um precipitado após a injeção. Em vez disso, a ação do detemir é prorrogada devido a sua forma alterada de manter-se no depósito subcutâneo (local da injeção), por isso é absorvido lentamente. Uma vez que as moléculas de detemir dissociam-se uma das outras, elas prontamente entram na circulação sanguínea, mas elas se associam a albumina.

Mais de 98 por cento de detemir no sangue está ligado à albumina. Com a albumina presa a ela, a insulina não pode funcionar. Então lentamente dissocia-se da albumina que está disponível no corpo durante um período prolongado.

Se Lantus é melhor do que Levemir, ou vice-versa, é discutível. Levemir geralmente é proposta para ser injetada duas vezes ao dia (embora seja aprovado pela FDA para uma ou duas vezes por dia) e Lantus uma vez. Segundo o Dr. Richard Bernstein, no entanto, Lantus também geralmente funciona melhor se for injetada duas vezes ao dia. A natureza ácida da Lantus pode, por vezes, causar ardor no local da injeção, e ambas as fórmulas raramente causam reações alérgicas.

A maioria dos estudos sobre a eficácia da Lantus e Levemir tem comparado ambas às insulinas NPH. NPH é uma suspensão de cristais em uma solução, de modo que precisa ser cuidadosamente agitada antes de usar para distribuir uniformemente os cristais. Alguns estudos não conseguiram demonstrar qualquer diferença entre a Lantus e NPH no que diz respeito à uniformidade de absorção.

Outros estudos têm mostrado que em comparação com Lantus e Levemir, NPH tem uma taxa de absorção variável e um pico mais pronunciado. Durante a noite, especialmente, uma hipoglicemia pode ocorrer se a prática de exercícios ou consumo de álcool coincidir com o pico da insulina NPH.

Em alguns estudos, Levemir tem se demonstrado menos variável, mantendo mais estável ​​o nível de glicose no sangue em comparação com a insulina NPH e Lantus. Comparando com Lantus, quando usado com uma insulina de ação rápida em pacientes com diabetes tipo 1, Levemir apontou para um menor risco de hipoglicemia grave e hipoglicemia noturna, mas o risco de hipoglicemia global foi equivalente. O controle de açúcar no sangue realizado pelas duas insulinas foi semelhante também.

 

http://www.diabeteshealth.com

 

PS do Editor TiaBeth:

A insulina NPH possui ação intermediária. O  início da ação ocorre 1 hora após a aplicação e a ação máxima se dá de 8 a 12 horas, sendo necessária mais de uma aplicação para a cobertura diária do basal.  Ela possui um pico de ação e sua ação não é homogênea e nem previsível, o que torna esta insulina menos vantajosa para cobertura do basal.

 

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