Uma lente de contato que detecta os níveis de glicose em lágrimas poderia ser um avanço dramático para pessoas com diabetes que rotineiramente realizam o tradicional e incômodo teste de sangue.
Wei-Chuan Shih, pesquisador da Universidade de Houston, trabalhou com os colegas para desenvolver o projeto, que foi apresentado recentemente na revista Advanced Materials.
A glicose é um bom candidato para o que é chamado de sensor óptico – especialmente para o que é conhecido como método Raman, uma “espectroscopia da dispersão melhorada da superfície”, disse Shih, que é um professor associado de engenharia elétrica e informática. A técnica, nomeada pelo físico indiano CV Raman, que descobriu o efeito em 1928, utiliza informações sobre como a luz interage com materiais diferentes para identificar várias substâncias.

O conceito não é único – O Google desenvolveu uma lente de contato multi-sensor, que também detecta os níveis de glicose em lágrimas – mas os pesquisadores dizem que essa tecnologia poderia também ter outras aplicações. “Deve-se notar que a glicose está presente, não só no sangue mas também em lágrimas, e para fazer a monitorização assim, precisa-se medir o nível de glicose em lágrimas humanas. E empregando um sensor do tipo lente de contacto pode ser uma abordagem alternativa para a monitorização da glicose não invasiva”, escreveram os pesquisadores.
“Lágrimas a gente tem bastante”, disse Shih. “A questão é, se você tem um detector que é capaz de avaliar, o quanto significativo seria para fazer diagnósticos reais”.
Shih disse que ele os demais pesquisadores, estavam comprometidos em correlacionar os níveis de glicose presente nas lágrimas se correlacionam com níveis de glicose no sangue, o que não tinha sido previamente estabelecido. Ele disse que o mais importante foi comprovar que a estrutura é eficaz para utilizar a espectroscopia Raman de dispersão aumentada da superfície.
Shih disse que os pesquisadores queriam uma nanoestrutura flexível que seria mais adequada para eletrônicos portáteis. A tecnologia – construída usando camadas de nanofios de ouro empilhadas no topo de uma película de ouro – foi produzida primeiro sobre uma superfície dura, em seguida, colocado sobre uma lente de contacto mole.

