sábado, outubro 24, 2026
Início.NotíciaHemoglobina glicada (A1C) prediz risco de diabetes em crianças e adolescentes

Hemoglobina glicada (A1C) prediz risco de diabetes em crianças e adolescentes

Durante muitos anos, o teste de dosagem da hemoglobina glicada – HbA1c, foi utilizado apenas para o acompanhamento de pacientes diabéticos, com a vantagem de revelar um “histórico” de como as taxas sanguíneas de glicose haviam se comportado nos últimos três meses e não apenas com um resultado pontual, do momento em que foi realizado o exame, como no caso do teste da glicemia em jejum.

Para a o diagnostico do diabetes, geralmente se recorria ao teste para medir a glicemia em jejum e o teste oral de tolerância a glicose (TOTG), inconveniente e desaconselhável para muita gente.

Uma pesquisa publicada na edição de janeiro do periódico Diabetes Care, conclui que o risco de diabetes tipo 2 pode ser previsto e a presença de pré-diabetes pode ser identificada pela dosagem da HbA1c com a mesma precisão do que com outros testes menos convenientes, confirmam pesquisadores dos Estados Unidos.

Analisando os dados de um estudo de longo prazo em uma população indígena americana, os pesquisadores descobriram que não havia diferença entre os exames de HbA1c, glicemia de jejum, e teste oral de tolerância a glicose de duas horas (TOTG) na identificação de crianças que desenvolveriam diabetes futuramente e acreditam que, apesar de o estudo ter sido conduzido em uma população conhecida pelo alto risco de desenvolver diabetes, os resultados são generalizáveis para outros grupos.

O estudo publicado é pioneiro, pois poucos estudos estudaram a associação entre a HbA1c na infância e o risco de desenvolver diabetes por um período tão longo, de 42 anos (1965 à 2007).

Os pesquisadores observaram que crianças e adolescentes do sexo masculino que se encontravam no grupo de de HbA1c mais elevada (5,7% a 6,4%) no início do estudo, tinham uma incidência quatro vezes maior de diabetes durante o seguimento do que aqueles com a menor categoria de HbA1c HbA 1c (? 5,3%). Crianças e adolescentes do sexo feminino com a categoria mais elevada de HbA1c tiveram uma incidência sete vezes maior de diabetes do que aquelas na menor categoria.

Segundo os autores, não houve diferença significativa nos resultados entre a HbA1c e as medidas de glicemia sugere que todos os três exames têm o potencial de oferecer o mesmo nível de sensibilidade e especificidade, para meninos e meninas, dependendo dos limites escolhidos.

Essa pesquisa foi financiada pelo Intramural Research Program do National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases. Os autores relataram não possuir conflitos de interesse relevantes.

 

Fonte: Com informações de Liam Davenport – Medscape

 

http://180graus.com/

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

MAIS POPULARES