sexta-feira, outubro 23, 2026
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A relação entre o diabetes e os problemas psicológicos

As mudanças no dia a dia para controlar os níveis de açúcar no sangue nem sempre são fáceis de adotar. “Muitos pacientes se sentem sobrecarregados por terem que se preocupar continuamente com o que comem, com a atividade física e com a monitorização da glicemia”, elenca a psicóloga Fani Malerbi, da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Isso ajuda a explicar a constatação de um novo estudo da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. Ele mostra que depressão, ansiedade e distúrbios alimentares surgem com maior constância entre diabéticos. Felizmente, com o apoio dos especialistas, dá pra se adaptar aos novos hábitos sem sofrer – e se beneficiar com eles.

Os três vilões do bem-estar

  • Transtornos alimentares: Mulheres com diabetes têm um risco duas vezes maior de apresentar essas desordens. Ocorre que a má alimentação gera perigosas oscilações nas taxas de glicose.
  • Ansiedade: Além de mais frequente em gente com o sangue doce, ela atrapalha o tratamento. Isso porque seus sintomas não raro se confundem com os da hipoglicemia.
  • Depressão: Acomete cerca de 15% dos diabéticos – duas vezes mais do que a população em geral. A melancolia tira o ânimo das pessoas para ajustar o estilo de vida e se medicar direito.

Quando o estopim está na cabeça

Em certos casos, um mal que abala o cérebro abre as portas para o diabetes. “A depressão é um fator de risco independente para o desenvolvimento do tipo 2 da doença”, afirma Fani.

“Já as compulsões alimentares podem levar à obesidade”, completa. Aí, é o excesso de gordura no corpo que atrapalha o trabalho da insulina e acaba contribuindo para a maior concentração de açúcar nos vasos sanguíneos.

http://mdemulher.abril.com.br/

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