sexta-feira, outubro 23, 2026
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Identificada proteína capaz de antecipar diagnóstico do diabetes

Pessoas com níveis acima da média da proteína SFRP4 no sangue são cinco vezes mais propensas a desenvolver

Cientistas da Universidade de Lund, na Suécia, identificaram uma proteína capaz de melhorar o diagnóstico do diabetes.

Quando um paciente é diagnosticado com diabetes tipo 2, a doença geralmente já evoluiu ao longo dos anos e os danos a áreas tais como vasos sanguíneos e os olhos já ocorreu. A pesquisa pode levar a um teste mais eficaz que os atuais para detecção precoce da doença.

Os resultados foram publicados na revista Cell Metabolism.

A equipe, liderada por Taman Mahdi, descobriu que as pessoas que têm níveis acima da média de uma proteína chamada SFRP4 no sangue são cinco vezes mais propensas a desenvolver diabetes nos próximos anos do que aqueles com níveis abaixo da média.

Segundo os pesquisadores, é a primeira vez que uma ligação é estabelecida entre a proteína SFRP4, que desempenha um papel em processos inflamatórios no corpo, e o risco de diabetes tipo 2.

Também é a primeira vez que a ligação entre a inflamação nas células beta e o diabetes foi provada.

“A teoria tem sido que o baixo grau de inflamação crônica enfraquece as células-beta para que elas não sejam mais capazes de secretar insulina suficiente. Não há razões múltiplas para a fraqueza, mas a proteína SFRP4 é uma delas”, explica Mahdi.

O nível da proteína SFRP4 no sangue de indivíduos não diabéticos foi medido três vezes em intervalos de três anos. Cerca de 37% das pessoas que tinham níveis médios mais elevados desenvolveram diabetes durante o período do estudo. Entre aqueles com um nível mais baixo do que média, apenas 9% desenvolveram a condição.

“Isto faz com que seja um marcador de risco forte que está presente vários anos antes do diagnóstico. Identificamos também o mecanismo de como SFRP4 prejudica a secreção de insulina. O marcador reflete, portanto, não apenas em um risco aumentado, mas também um processo de doença em curso”, afirma o pesquisador Anders Rosengren.

O marcador também trabalha de forma independente de outros fatores de risco conhecidos para a diabetes tipo 2, por exemplo, a obesidade e idade.

“Em longo prazo, as descobertas também podem conduzir a novos métodos de tratamento da diabetes tipo 2, ao desenvolvimento de formas de bloquear a proteína SFRP4 nas células-beta produtoras de insulina, reduzindo a inflamação e, desse modo, protegendo as células”, concluem os pesquisadores.

 

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