domingo, outubro 25, 2026
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Óleo de palma e da glutamina age no controle da hiperglicemia

Pesquisa desenvolvida no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) sugere que a ingestão de óleo de palma (dendê) e de glutamina pode auxiliar no controle da hiperglicemia. Para isso, o pesquisador Tharsus Dias Takeuti acompanhou os efeitos da administração oral das substâncias em 11 portadores de diabetes tipo 2 submetidos a cirurgia metabólica.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o tipo 2 da doença corresponde a 90% dos casos no país, sendo geralmente relacionado à obesidade, ao sedentarismo e a hábitos alimentares inadequados. Nesses casos, a hiperglicemia ocorre em decorrência da resistência à insulina, hormônio que reduz naturalmente a glicose do sangue, e não à falha na produção da mesma, como ocorre no tipo 1 do diabetes.

O excesso de glicose no sangue, sem tratamento, pode causar complicações no coração, cérebro, visão e sistema circulatório. “Estudos apontam que o óleo de palma, rico em vitamina E e detentor de ação antioxidante, pode diminuir os efeitos danosos às células que resultam da alta concentração de glicose decorrente do diabetes. Por sua vez, a glutamina é um composto alimentar que tem demonstrado capacidade de manutenção da integridade intestinal”, explica Takeuti, que elaborou a pesquisa orientado pelo professor Alex Augusto Silva, do mestrado em Ciências da Saúde.

Seis homens e cinco mulheres envolvidos na investigação tinham entre 21 e 60 anos, são portadores de diabetes tipo 2 e foram submetidos a técnica cirúrgica de ligação do estômago ao intestino delgado, com o objetivo de abreviar o trânsito alimentar no intestino e reduzir a absorção de substâncias. “Essa técnica cirúrgica está sendo estudada como alternativa para combate ao diabetes. Na pesquisa, testamos a hipótese de que o estímulo do óleo de palma, em doses de 9 gramas, e da glutamina, em doses de 30 gramas, administrados em dias distintos, poderia causar queda dos níveis de glicose no sangue dos pacientes”, justifica o pesquisador.

A ingestão das substâncias resultou na redução significativa da glicemia nos pacientes, bem como no aumento da concentração do peptídeo PYY na mucosa intestinal. A presença desse peptídio está ligada à eficiência da digestão e à absorção de nutrientes, regulando a intensidade da fome e podendo ter efeito benéfico no combate ao ganho de peso. “A importância dos resultados alcançados está na possibilidade de encontrar alternativas para o combate à hiperglicemia característica do diabetes tipo 2”, avalia Takeuti.

 

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