Um medicamento contra o câncer pode vir a ser uma arma vital na luta contra a diabetes, disseram cientistas na noite passada.
Aflibercept – que é comercializado como EYLEA ou ZALTRAP – é uma droga comumente prescrita que bloqueia o crescimento de vasos sanguíneos em tumores.
A droga é barata e atualmente é usada para tratar o câncer colorretal metastático e uma forma de degeneração macular – uma condição no olho.
Agora, estudos realizados por cientistas norte-americanos em ratos identificaram um ligação anteriormente inesperada entre uma condição de oxigênio chamada hipóxia e a capacidade das células do fígado para responder à insulina.
Pesquisadores da Universidade de Stanford, na Califórnia acreditam ter identificado uma relação entre a restauração do oxigênio aos tecidos, quando a circulação do sangue é insuficiente e dos níveis de glicose no sangue. Este trabalho trouxe a renovada esperança em se desenvolver uma gama de terapias novas para o diabetes.
O Dr. Calvin Kuo disse: “Ficamos surpresos ao encontrar que esta droga atualmente utilizada em pacientes para tratamento do câncer teve efeitos benéficos sobre a diabetes em ratos de laboratório e poderia potencialmente também ser em humanos.
“Curiosamente, houve relatos de que pacientes diabéticos que foram prescritos com inibidores do fator de crescimento endotelial vascular para tratar o câncer ficaram mais capazes de controlar seu diabetes”. O estudo, publicado na revista Nature Medicine, descobriu que uma proteína induzida por hipóxia, HIF -2alfa, melhora a capacidade das células para responder à insulina.
Dr. Kuo acrescentou: “Muito trabalho resta a traduzir esses estudos com ratos para pacientes humanos.”
Os cientistas descobriram que o tratamento de ratos normais e diabéticos, com uma variedade de drogas – incluindo o aflibercept – provoca a regressão dos vasos sanguíneos e aumenta o número de células hipóxicas no fígado. Isso os torna melhor em tolerar aumentos nos níveis de glicose no sangue.
Na semana passada, o Daily Express revelou que uma pesquisa britânica tinha mostrado como os efeitos da doença de Alzheimer podiam ser revertidos por um medicamento usado para combater a diabetes.
O estudo da Universidade de Lancaster apontou que a liraglutida pode ser uma droga capaz de “mudar o jogo”. A Sociedade de Alzheimer agora apoia a pesquisa clínica com £ 5 milhões.
