
Médicos da Holanda teriam identificado as principais razões pelas quais as mulheres diabéticas desenvolvem infecções do trato urinário.
Os pesquisadores da University Medical Center Utrecht, relataram os resultados de um estudo que acompanhou mulheres com diabetes, a fim de identificar fatores de risco para infecção urinária sintomática (IUS). Eles descobriram que, para diabéticas tipo 1, o fator de risco mais importante foi a relação sexual, enquanto que, para diabéticas tipo 2, o fator de risco mais importante foi a presença de bacteriúria assintomática.
589 mulheres, com idades entre 18 e 75 anos, e com o tipo 1 ou diabetes tipo 2, foram acompanhadas por 18 meses. No início do estudo, um histórico médico foi avaliado, e uma amostra de urina foi levada para a cultura.
Ao longo dos 18 meses do estudo, os pesquisadores descobriram:
- 14% das diabéticas do tipo 1 e 23% das diabéticas tipo 2 desenvolveram uma infecção urinária sintomática
- O único fator de risco mais importante para diabéticos tipo 1 era a relação sexual na semana anterior
- O único fator de risco mais importante para diabéticos tipo 2 foi bacteriúria assintomática no início.
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PS do Editor TiaBeth: – Tendo em vista a notícia parecer um pouco “incompleta”, seguem abaixo, maiores informações sobre o assunto encontradas no site http://maisequilibrio.com.br/:
“Os principais sintomas da infecção urinária são disúria (dor para urinar), acompanhada de polaciúria (urina a todo instante). Entretanto, a pessoa pode não ter sintomas urinários, mas dor lombar ou febre. A urina pode estar escura, por apresentar sangue, ou então com sedimento (resíduos sólidos) no fundo, com cheiro forte ou não.
Existem dois exames que detectam o problema: um é o teste de urina que fica pronto no mesmo dia. Ele detecta o número de leucócitos (células de defesa) no líquido. O outro é a urocultura. Neste é detectado o tipo de bactéria e a medicação ideal para combatê-la. “Toda infecção urinária é causada por alguma bactéria. O que muda é o agente causador ou o modo de contágio, dependendo do sexo e da idade”.
O tratamento é sempre feito com antibióticos e o prazo para eliminar infecção depende das recorrências, mas em geral são sete dias. Caso a mulher tenha infecção urinária de repetição, o indicado é usar medicação antibiótica preventiva, para que o problema ocorra de forma espaçada. “Essas pacientes também costumam ter obstipação intestinal. Ou seja, elas ficam mais de três dias sem evacuar, sendo muito provável a passagem das bactérias normais das fezes para a urina. Por isso, é primordial uma mudança de hábitos alimentares”.
Quando não bem tratada a infecção urinária pode causar lesões irreversíveis para os rins (cicatrizes), resultando em doença crônica renal, hipertensão arterial, dores etc. Se o paciente for do sexo masculino um tratamento mal feito pode provocar dores nos testículos, no ato da ejaculação, ou uma prostatite crônica.
É possível prevenir a infecção. A seguir algumas dicas:
- Higiene impecável da vulva e ânus após a evacuação (lavar com água e sabonete).
- Micção a cada duas horas (evitar segurar a urina por muitas horas).
- Higiene com água e sabonete logo após a relação sexual. Urinar também.
- Aumentar a ingestão de líquidos.
- Ritmo intestinal regular (evacuar diariamente).
- Nos homens, cuidados de prevenção com as doenças da próstata.
