domingo, outubro 25, 2026
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Diabetes: a doença social que não é ajudada pelos fatores sociais

Foto tirada por Thomas William.

Se a diabetes é uma doença social, então por que não a cura poder ser também “social”? Mas não é o que ocorre, porque os contatos baseados na Web e telefone, relacionados com a gestão do diabetes, tiveram um efeito muito pequeno na  melhora dos níveis de hemoglobina A1c (HbA1c). E nem as intervenções da alta tecnologia influenciaram de forma significativa as múltiplas facetas da gestão de diabetes. O tratamento tradicional continua a ser o melhor caminho a trilhar para quem sofre de diabetes.

Esta é a conclusão desanimadora de um novo meta-estudo. Chegou-se até ela após análise de outros 16 estudos nesta área. Entrar em contato com portadores de diabetes através da Internet ou pelos telefones celulares tiveram muito pouco impacto ao paciente, pouco ou nada alterando seu estado emocional, qualidade de vida, pressão arterial ou os níveis de colesterol. O estudo foi conduzido por uma equipe da Universidade College London, e seus colegas.

Houve, no entanto, uma pequena melhoria para os doentes que trabalharam com intervenções tecnológicas. Também ocorreu uma ligeira, mas importante melhora, nos níveis de HbA1c quando comparados com os métodos tradicionais de cuidados. Este efeito foi mais notavelmente eficaz entre pacientes com diabetes que tiveram intervenções através do telefone celular.

Os pesquisadores alertaram que o impacto duradouro, se houver, das comunicações eletrônicas, é  limitado, porém muito mais pesquisas são necessárias para compreender plenamente os efeitos de longo prazo destas mudanças de comportamento que poderiam ser atribuídas à regulação da diabetes mediadas pelo telefone / Internet.

O relatório conclui que:

 “Os programas de educação do paciente estruturados reduzem o risco de complicações relacionadas ao diabetes em quatro vezes. Programas de auto-gestão baseados na Internet têm se mostrado eficaz para uma série de condições a longo prazo, mas que a pesquisa anterior não demonstrou a eficácia – ou custo X benefício- de tais programas para pacientes com diabetes”.

Mais de 8% dos americanos têm diabetes de uma forma ou de outra. Isso significa que 25,8 milhões de pessoas. As mudanças nos comportamentos de vida fundamentalmente modernos dos americanos levaram a este aumento dramático no número de doentes. É em grande parte a diabetes tipo 2, que responde pela epidemia. Há também as condições ligadas, denominados “diabesity” (diabesidade) e síndrome metabólica. Pode ser uma doença moderna, mas a cura, com base nas evidências até à data de hoje, não é para ser encontrada na tecnologia da informação.

O que causa o diabetes tipo 2?

A diabetes tipo 2 é desencadeada por três fatores:

  • comportamentos, como o estilo de vida tipo “batata de sofá” e falta de exercícios.
  • dietas ricas em açúcar e gordura
  • predisposição genética, especialmente entre certos grupos étnicos.

A diabetes foi registrada como a principal causa de mais de 71 mil atestados de óbito em 2007. Ela foi registrado como um fator que contribui em mais de 160 mil mortes. Estes dados implicam a diabetes em quase um quarto de milhão de mortes. Complicações de saúde decorrentes da diabetes podem ser uma série de graves complicações se não fatais, tais como, doença cardíaca e acidente vascular cerebral, hipertensão arterial, perda de visão, disfunção renal, neuropatia e até mesmo a perda de algum membro.

Os autores do relatório concluem que “as intervenções existentes não mostram evidência adequada como formas de melhorar outros resultados biológicos ou quaisquer resultados cognitivos, comportamentais ou emocionais”.

 

http://www.hivehealthmedia.com/

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