
“A diabetes está atingindo proporções epidêmicas, não só os EUA, mas em todo o mundo,” diz o Dr. Allison Goldfine, especialista em diabetes no Joslin Diabetes Center.
Ele está ajudando os alunos estrangeiros de pós-graduação, Tobias Horstmann e Julieta Phillips com os seus projetos de pesquisa. Eles estão tentando usar as abelhas para farejar diabetes.
As abelhas não têm narizes tradicionais, mas através de sua antena elas podem sentir um cheiro cerca de 10 milhões de vezes melhor do que os humanos. Os alunos coletaram as abelhas, as colocaram em cartuchos e as treinaram para detectar uma substância química chamada acetona, encontrada em maiores concentrações na respiração de pessoas com diabetes.
Em colaboração com o Laboratório Nacional Los Almos, no Novo México, eles estão usando um dispositivo para abrigar e observar a reação das abelhas. Se um paciente respira em um dispositivo e a acetona é detectada, as abelhas esticam suas línguas em resposta.
Dr. Goldfine diz que a pesquisa tem dados preliminares promissores.
O objetivo é usar isto como uma ferramenta de triagem, especialmente nos países em desenvolvimento.
“A importância é a portabilidade de ser capaz de carregá-lo facilmente onde as pessoas possam fazer exames para a diabetes sem ter que furar o dedo para tirar sangue como os testes atuais”, explica o Dr. Goldfine.
A sustentabilidade é um fator importante. Em parceria com apicultores, eles poderiam vender cera e mel das abelhas e usar as abelhas para polinizar plantações para ajudar a apoiar a missão.
Os estudantes estão esperando usar esta pesquisa sobre abelhas para procurar outras doenças que possam ser detectadas no hálito de uma pessoa como tuberculose e câncer.
“A visão de longo prazo”, diz Horstmann, ” seria ter um dispositivo onde não só estivessem as abelhas que poderiam detectar diabetes, mas também tuberculose e câncer. Assim, com uma só avaliação do paciente, poderíamos detectar diversas doenças”.
“Esperamos que, com o nosso processo de seleção”, diz Phillips, “nós sejamos ser capazes de chegar a essas pessoas anteriores e aliviar o fardo, não só sobre eles, mas também para o sistema de saúde pública”.
