
Há poucos dias, encontrei-me justificando a uma colega do trabalho o fato de não poder viajar para participar de uma conferência, uma vez que eu não posso ficar viajando com frequência.
“Eu tenho dois filhos pequenos”, expliquei-lhe em um e-mail, “e um deles é uma criança com necessidades especiais”.
Uau, eu realmente escrevi isso? Sim, mas eu quis dizer isso? Não sei. Essa forma torna tudo mais fácil quando se quer comunicar sobre minhas limitações no trabalho.
“Necessidades especiais” pode significar todos os tipos de coisas, mas todo mundo percebe que se traduz em responsabilidades extras parentais. Isso é verdade para os pais de crianças com diabetes tipo 1, mas seriam mesmo nossos filhos com “necessidades especiais?”
Estou desconfortável em dizer que o meu filho tenha tanta necessidade assim. Ele está psicologicamente e fisicamente saudável, bem ajustado, fácil (na maior parte) de se conviver. Ele tem este problema físico enorme que suga muito do nosso tempo e energia. Mas isso seria suficiente para classificá-lo com “necessidades especiais?” E por que eu ainda me importo?
Parte de mim odeia dizer “meu filho tem diabetes tipo 1”. Fora de nosso pequeno mundo, ninguém sabe o que isso significa. Eu nunca soube o que era até que ele tivesse sido diagnosticado aos dois anos de idade. Por isso, torna a vida mais fácil simplesmente dizer “necessidades especiais”.
Mas é melhor eu pensar sobre isso com cuidado antes que outros acabem rotulando meu filho de uma forma negativa, ou que venha causar-lhe prejuízos mais tarde.
E você, o que acha?
Jon Ron é colunista do ASweetLife.org e teve um filho diagnosticado com diabetes tipo 1 em 2009 quando tinha 2 anos de idade.
