domingo, outubro 25, 2026
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Medicina Baseada em Evidências pode reduzir o tratamento excessivo na diabetes tipo 2

Nos Estados Unidos, o uso excessivo de cuidados médicos representa cerca de 20% dos US $ 750 bilhões em gastos com cuidados de saúde. Em um artigo publicado recentemente no Circulation, pesquisadores propuseram a implementação da medicina baseada em evidências (MBE).

MBE é uma abordagem que abraça o cuidado individualizado para evitar o “super-tratamento”, aonde o médico deve avaliar os benefícios e prejuízos absolutos do tratamento de acordo com valores e preferências do paciente.

Os autores esperam que o artigo seja um apelo à ação para a aplicação dos princípios da MBE para pesquisadores, líderes de políticas públicas, educadores médicos e médicos. O objetivo geral é individualizar as decisões do tratamento e melhorar o bem-estar e a saúde dos pacientes, particularmente daqueles com diabetes tipo 2.

“A medicina baseada em evidências é uma poderosa ferramenta para fornecer atenção centrada na pessoa e indivíduos com diabetes tipo 2, bem como para pacientes com outras doenças”, disse o autor principal Dr. Anil Makam. “Quando aplicado à diabetes tipo 2, a MBE exige uma mudança de paradigma em nossa abordagem de tratamento”.

Os autores propõem que o tratamento intensivo da glicose no sangue não deve ser um objetivo universal de cuidados para pacientes com diabetes tipo 2, a fim de evitar o tratamento excessivo.

Atualmente, o padrão de cuidados recomenda um controle rigoroso da glicose no sangue – definido como níveis de hemoglobina A1c de menos de 7%. No entanto, as evidências mostram que esta abordagem oferece apenas um benefício potencial modesto. Além disso, pode diminuir a qualidade de vida em pacientes devido à própria carga do tratamento, além de haver também um dano potencial da terapia.

Para alcançar qualquer benefício, pode-se levar até duas décadas de controle estrito de glicose no sangue. Pacientes mais velhos, no entanto, podem ser tratados com sucesso atingindo metas mais modestas de glicose no sangue (níveis de hemoglobina A1c de 8,5% a 9%). Isso pode ajudar a manter os benefícios do tratamento, minimizando os danos potenciais, de acordo com o estudo.

“A MBE é muitas vezes mal interpretada como um apelo à medicina universal, que levou a uma epidemia de sobre-tratamento no diabetes tipo 2”, disse o autor sênior Dr. Oanh Nguyen. “Na realidade, a MBE é uma ferramenta fundamental no arsenal do médico para fornecer o cuidado individualizado e centrado na pessoa”.

Diabetes tipo 2 afeta mais de 29 milhões de indivíduos nos Estados Unidos, de acordo com o CDC.

 

http://contemporaryclinic.pharmacytimes.com/

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