sábado, outubro 24, 2026
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Ir de bicicleta ou a pé ao trabalho pode evitar doenças

Ir de bicicleta ou a pé ao trabalho pode evitar doenças
Ir de bicicleta ou a pé ao trabalho pode evitar doenças

Um estudo do IBGE, no ano de 2013, mostrou que as doenças crônicas, como hipertensão arterial, a diabetes, colesterol alto e problemas de coluna, são responsáveis por mais de 70% das mortes no país.

Todas elas têm algo em comum: forte relação com o estilo de vida característico das grandes cidades, como alto sedentarismo, pouca ingestão de alimentos naturais e alto índice de estresse.

A equipe do projeto ‘Vida de Saúde’ realizou um teste na cidade de Jaguariúna, para saber qual é a média de movimento que as pessoas fazem diariamente. Ao todo, 125 pessoas foram escolhidas para utilizarem um aparelho que mede os passos dados ao longo do dia. No fim de uma semana, foi identificado que apenas um de todas elas conseguia alcançar a meta de 10 mil passos, o equivalente a 8 quilômetros.

Para o preparador físico e idealizador do projeto Márcio Atalla explica que isso mostra como a população é sedentária. “Foram 125 pessoas avaliadas para ver se conseguiam acumular 10 mil passos por dia. Se elas fizesse atividades programadas ou não, o aparelho captava os passos. Dessas 125, só uma conseguiu andar 10 mil passos. Então você começa a perceber como as pessoas não se movimentam mais”, afirma Atalla.

Como muita gente se queixa da falta de tempo para praticar exercícios, a solução pode estar nos deslocamentos. Uma cidade que estimula o transporte ativo, como caminhada, uso de bicicleta e até outros menos comuns como skate e patins, pode até reduzir os custos com gastos na saúde, ao prevenir doenças importantes.

Rafael Fontanela costumava utilizar a bicicleta para ir trabalhar, até machucar a perna, no início do ano. Depois disso, ele perdeu o estímulo para as atividades e voltou ao sedentarismo. Por trabalhar sentado, diariamente, também sente dores na coluna. Mas espera que essa realidade mude logo.

“Ainda sou sedentário, trabalho muito sentado, tenho erro de postura. Eu costumava ir trabalhar de bicicleta,mas depois do problema na perna, acabei ficando parado. Mas agora está melhorando e vou voltar”, afirma Rafael.

O cardiologista Adilson Dias se considera uma pessoa ativa. Apesar de não conseguir se deslocar de casa ao trabalho andando por causa da distância, ele já conseguiu inserir a caminhada nos pequenos trajetos que faz no bairro. E diz que recomenda o mesmo para os pacientes.

“Já está comprovado que a longevidade está ligado à atividade física. E não precisa ser atleta. Só de parar o carro para ir até a casa da sua mãe a pé, já está ótimo. Então é preciso incentivar esse tipo de atividade. Você não precisa pagar uma academia de 300 reais por mês, mudar o hábito de vida é mais barato que isso”, diz o cardiologista.

Além da mudança na forma de se locomover ,o exercício também pode ser inserido no dia a dia de forma mais sutil e até dentro da própria rotina do trabalho.

 

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