
É importante determinar o tipo exato de diabetes quando a pessoa já faz uso da insulina e mantém um bom controle de açúcar no sangue? Em caso afirmativo, por quê?
Resposta: Eu diria que o principal motivo seria a de saber se você tem uma percentagem substancial de suas células beta remanescentes. Se você é um tipo 2 ou leve tipo 1 e está fazendo uso da insulina, você está preservando as células beta, porque é muito mais fácil de tratar a diabetes quando você faz uso da insulina.
Por um acaso eu vejo isso todos os dias: as pessoas que estão fazendo uso de insulina são muito mais fáceis de tratar, e não costuma haver desculpas por parte deles pelo fato de estarem com açúcar no sangue anormais, mesmo que tenham gastroparesia. No entanto, se você não está fazendo uso da insulina, torna-se um trabalho muito mais difícil tratar da sua diabetes. Então, vale a pena conhecer o seu tipo de diabetes se você estiver fazendo uso da insulina de modo que você esteja tentando manter suas células beta.
Por outro lado, o diabetes tem um espectro de gravidade para o tipo 1 e tipo 2, assim dando-lhe um nome especial realmente não lhe diz onde você está neste espectro. A doença deve ser tratada com base no nível de açúcar no sangue, não com base em um nome.
Quais você considera serem os exames mais importantes os quais costuma prescrever ou sugerir rotineiramente para seus pacientes diabéticos?
- Várias (BG) medições de glicose diárias do sangue. (Blood Glucose – Glicose no sangue)
- Hemoglobina A1c a cada poucos meses, como um duplo controle sobre a precisão dos registros BG. Isto é especialmente necessário para que os pacientes não despertem no meio da noite para verificar a glicose (BG). É também serve de controle sobre a precisão do seu aparelho medidor de glicose.
- T-3 Livre (soro liothronine), pois como cerca de 100 por cento dos diabéticos têm hipotiroidismo, este é o teste mais importante da tiroide.
- Intervalo RR a cada 1,5 anos. Este é um teste para neuropatia autonômica. É uma medida quantitativa reprodutível. Fica melhor quando os níveis de glicose estão normais por longos períodos e pior quando eles se encontram elevados. É, portanto, o padrão ouro para determinar se estamos vencendo a batalha contra as complicações diabéticas.
Este último exame também é o padrão ouro para o diagnóstico de gastroparesia diabética (quando há um esvaziamento do estômago imprevisível). E, portanto, deve ser realizado em pacientes novos antes de elaborar um plano de refeições, uma vez que as pessoas com gastroparesia podem necessitar alimentos especiais ou medicamentos, a fim de alcançar resultados previsíveis de açúcar no sangue.
Dr. Richard K. Bernstein é um defensor de longa data de uma abordagem baixo carboidrato para a gestão do tipos 1 e 2 da diabetes. Diagnosticado há 60 anos com o tipo 1, o Dr. Bernstein foi pioneiro no conceito de redução do uso de insulina e dos níveis de açúcar no sangue, reduzindo o consumo de carboidrato, ao invés de proteína e gordura, abordagem agora aceita, mas que o estabelecimento de diabetes resistiram por anos. O médico atua em Long Island, e na sua prática trata apenas pacientes com diabetes e pré-diabetes, já tendo publicado quatro livros sobre dieta e controle de açúcar no sangue. Seu site Solução Diabetes tem informações detalhadas sobre a sua história pessoal e filosofia de gestão de diabetes.
