
Todos os dias, e sem nos percebermos, fazemos um pouco de exercício. Pode ser quando vamos para o trabalho, às compras ao supermercado ou, simplesmente, enquanto arrumamos o quarto. Para muitas pessoas, esta pode ser a única coisa mais parecida com atividade física que fazem ao longo da semana. No entanto, também há quem leve bastante a sério a meta dos dez mil passos por dia.
“A ideia dos dez mil passos por dia começou em 1965 no Japão”, explica à NiT Paulo Ah Quin, master trainer do Holmes Place. Sabia-se que eram necessários duas mil calorias extra por semana para conseguir reduzir em 50 por cento os riscos de doenças cardíacas. E foi desta forma que se chegou a este valor.
Portanto, os dez mil passos acabam por consumir cerca de 300 calorias extra por dia, que significam 2100 no final da semana.
“O problema é que a maioria das pessoas faz apenas três a quatro mil passos por dia e estão deixando de obter imensos benefícios”, diz.
A nível respiratório e cardíaco tem muitas vantagens já que melhora o consumo de oxigênio e reduz o seu esforço no miocárdio, e diminui a frequência cardíaca e a pressão arterial, reduz os fatores de risco de doenças cardiovasculares, aumenta o colesterol bom (HDL), diminui os triglicerídeos e reduz a gordura corporal, as inflamações e a necessidade de insulina. Mas não fica por aqui.
“Os níveis mais elevados de atividade estão associados a uma menor ocorrência de AVC, enfartes, diabetes, câncer de cólon, da mama e até doenças de bexiga”, conta o master trainer.
Esta prática ainda pode ajudar em casos de depressão e ansiedade e aumenta a sensação de bem-estar.
O ideal é fazer 150 minutos de atividade moderada ou 75 de atividade intensa por semana. No entanto, quanto maior for a quantidade de exercício, mais benefícios ganha.
