
O diabetes tipo 2 é popularmente associado com a obesidade e sedentarismo. No entanto, assim como há pessoas obesas sem o diabetes tipo 2, há pessoas magras com a doença.
Há muito tempo pensa-se na hipótese de que o diabetes tipo 2 em pessoas magras é mais “geneticamente conduzido”. Um novo estudo de uma equipe de pesquisa liderada pelo Colégio Península de Medicina e Odontologia (PCMD), da Universidade de Exeter, que envolveu instituições de pesquisa de todo o mundo, pela primeira vez provou que pacientes magros com diabetes tipo 2 têm uma maior predisposição genética para a doença do que os seus homólogos obesos. O estudo também identificou um novo fator genético associado apenas aos diabéticos magros.
O estudo foi publicado na PLoS Genetics .
Usando dados genéticos a partir de estudos genômicos de associação, a equipe de pesquisa testou marcadores genéticos em todo o genoma em aproximadamente 5.000 pacientes magros com diabetes do tipo 2, 13.000 pacientes obesos com a doença e 75.000 pacientes controles saudáveis.
A equipe encontrou diferenças no enriquecimento genético entre os casos de obesos e magros, que suportam a hipótese de que magros com diabetes têm uma maior predisposição genética para a doença. Isso está em contraste com pacientes obesos com diabetes tipo 2 , onde outros fatores de diabetes tipo 2 têm mais probabilidade do que seus genes, de serem responsáveis. Além disso, as variantes genéticas perto do gene LAMA1, foram ligadas ao risco de diabetes tipo 2 pela primeira vez, com um efeito que apareceu apenas nos pacientes magros.
Dr. John Perry, um dos autores do estudo, disse: “Sempre que um gene novo for encontrado numa doença, há sempre o potencial para que possa ser usado como alvo para novas terapias de droga ou como um biomarcador, mas mais pesquisas serão necessárias para ver se este novo gene tem ou não esse potencial”.
Ele acrescentou: “Esta é a primeira vez que um gene para diabetes tipo 2 foi encontrado agindo dessa forma – não sabemos por que ele deve ser associado para um sub-grupo de pacientes e não para outro que aponta para o fato de que o diabetes tipo 2 pode não ser uma doença, mas pode representar um número de subgrupos. Novamente, mais trabalho será necessário para comprovar esta hipótese”.
Dr. Perry concluiu: “Este estudo é verdadeiramente internacional, reunindo equipes de pesquisas de todo o mundo e as principais instituições do Reino Unido, como a Universidade de Oxford, a Universidade de Cambridge, Kings College London, a Universidade de Dundee e a Universidade de Edimburgo. ”
Fonte: Universidade de Exeter
