sexta-feira, outubro 23, 2026
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Estudo relata resultados otimistas de nova terapia experimental para diabetes tipo 1

Os resultados de uma nova terapia experimental para diabetes Tipo 1 que incentiva a utilização de partes do sistema imunológico saudável são relatados hoje, na revista científica Diabetes . O estudo foi liderado por Carla Greenbaum, MD, diretora do Programa de Pesquisa de Diabetes no Instituto de Pesquisa Benoraya,  Virginia Mason (BRI), e patrocinado pela Rede de Tolerância Imunológica (ITN), uma rede de pesquisadores clínicos financiado pelos Institutos Nacional de Saúde, nos EUA.

O estudo teve uma abordagem única para o tratamento de diabetes Tipo 1 em participantes recém-diagnosticados. Duas drogas foram administradas em combinação. Uma das drogas interferia com a resposta imunológica causada pelo diabetes tipo 1 ao passo que uma segunda droga, simultaneamente, impulsionava  parte da resposta imune que, geralmente, regula a super-atividade das células do sistema imunológico.

Mais de 1 milhões de pessoas nos EUA possuem diabetes tipo 1 e a incidência está em crescimento. Nesta doença, ataques ao corpo efetuados pelo sistema imunológico destrói as células-produtoras de insulinas no pâncreas , chamadas células beta. No entanto, no momento do diagnóstico da diabetes tipo 1, um pequeno número de células beta continua funcionando normalmente em muitos indivíduos. Uma vez que mesmo pequenas quantidades de produção de insulina natural pode diminuir os efeitos a longo prazo da diabetes, as terapias que tentam resgatar estas células restantes são bastante adequadas.

Neste estudo clínico, administrou-se a combinação das duas drogas Proleukin (IL-2) e Rapamune (sirolimus) para ver se as substâncias que afetam o sistema imunológico iriam parar a destruição auto-imune das células beta remanescentes.

Os autores do estudo descreveram obter maior sucesso aumentando os componentes reguladores do sistema imunológico em todos os nove pacientes tratados no estudo. No entanto, outros elementos do sistema imunológico também foram afetados sem que estivesse previsto.

O impedimento temporário do funcionamento das células beta levaram os autores a concluir que esta combinação de drogas não estava tendo o efeito geral desejado. Monitorização da produção de insulina nos nove indivíduos indicaram que a meta de preservação das células beta não foi alcançada, e, por conseguinte, o estudo foi interrompido.

“Este resultado de estudo tem sido extremamente importante para os cientistas que procuram maneiras de parar o ataque do sistema imunológico”, diz o Dr. Greenbaum. “Nosso objetivo seria o de aproveitar os bons efeitos dessa terapia, evitando os efeitos ruins.” Os participantes que ainda não completaram o estudo continuarão a ser monitorados.

“Os achados clínicos e mecanicista deste estudo podem ajudar a indicação de futuros tratamentos que aumentam a boa imunidade do indivíduo”, diz Gerald Nepom, MD, PhD, diretor do ITN. “Este foi um estudo clínico importante que vai melhorar a concepção das pesquisas subseqüentes para resgatar as células beta no diabetes tipo 1 “.

Fonte: Benaroya Research Institute at Virginia Mason

 

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