quinta-feira, outubro 22, 2026
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Não deixe que a diabetes atrase sua maternidade

A gravidez foi algo que preocupou a  professora de biologia Emma Finnegan por causa da sua diabetes. Mas ela acabou sendo menos complicada do que imaginava.

Doze anos atrás em Liverpool, Emma, que agora vive em Newry, foi diagnosticada com diabetes tipo 1, enquanto fazia universidade.

“Na época, eu estava na universidade e perdi muito peso sem esforço”, disse ela. “Meus colegas de quarto  perceberam que eu estava com mutia sede o tempo todo, o que não combinava comigo. Eu sempre sentia a necessidade de beber água. Andava muito cansada e mal-humorada, bem como sentia que estava fora de mim mesma. Foi quando alguém me disse que eu estava, provavelmente, diabética, e eu ri dele.

“Mas, após algum tempo eu fui ao médico. Acabei no hospital Leeds Infirmary por uma semana, pois na ocasião eu estava sendo diagnosticada com diabetes, algo que eu achei bastante traumático”.

No momento de seu diagnóstico, Emma estava estudando biologia na universidade. Então, em uma tentativa de aceitar a lidar com sua nova condição, ela realizou um projeto de biblioteca sobre diabetes e o tratamento para o seu grau da doença.

“Isso realmente me ajudou, embora eu tenha descoberto muita coisa, o que me deu um medo mortal”, disse ela.

“Para ser honesta, já estou acostumada com isso agora. Eu injeto insulina ao menos quatro vezes por dia e é algo que faço naturalmente. Quando me disseram que eu tinha de injetar, fiquei assustada, mas agora isto é tão banal quanto escovar os dentes. ”

Mas administrar a sua diabetes, enquanto grávida, era algo que Emma não estava preparada para fazer sozinha.

“Eu sabia que não deveria ficar grávida. Entrei em contato com a minha enfermeira também diabética e disse a ela que estava planejando engravidar. Ela, por sua vez, me matriculou num curso de pré-gravidez em uma clínica  que foi de valor inestimável.

“Depois de engravidar, eu comparecia  a cada dois meses. Eles me davam conselhos sobre dieta e saúde em geral e, na verdade, acabaram me dando sinal verde para tentar engravidar depois de minha primeira visita.

“No entanto, eles me aconselharam a tomar mais produtos lácteos e mudar minha dieta de outras maneiras. Também me forneceram um DVD sobre o que é gravidez sendo diabética.

“Eu estava sendo capaz de continuar injetando insulina para manter meus níveis de açúcar estáveis.”

Mas os níveis “mudaram drasticamente”, quando ela estava grávida “, especialmente durante as primeiras cinco semanas”.

“É por isso que é tão importante ir para a clínica”, acrescentou.

“Os níveis mudaram por causa dos hormônios e de outros fatores da gravidez. Quando não estava grávida, eu costumava fazer o teste de picada cerca de quatro vezes por dia – mas depois de grávida, passei a fazer de oito ou nove vezes por dia. Eu fiquei com os dedos doloridos. Injetava insulina em conformidade com meus níveis de açúcar, e às vezes eu precisava descansar.

“Eu recomendaria que todos as diabéticas que estão planejando engravidar – ou estão grávidas – visitem regularmente uma clínica especializada ou médico para reduzir a quantidade de estresse.

“Eu sabia que tinha feito tudo de acordo com o manual. Imagine se meu bebê nascesse e eu soubesse que havia feito algo errado, jamais iria perdoar a mim mesmo. ”

Durante a gravidez de Emma, ela participou da clínica de diabéticos Craigavon Area Hospital, onde realizou  exames regulares.

“Eu fiz alguns exames adicionais para verificar o tamanho do meu bebê por causa da diabetes – pois os diabéticos podem ter bebês muito grandes.

“As visitas à clínica foram ótimas e eu irei frequentá-la de novo quando decidir ter outro bebê, para ter maior tranquilidade.

“Há tantas complicações com diabetes, por isso é tão importante ter a certeza que serão monitoradas.”

Emma teve a bebê Annabelle após 38 semanas de gravidez através de um parto induzido.

“Embora eu tivesse planejado um parto normal, acabei fazendo uma cesariana de emergência”, lembrou.

“Minha menina nasceu saudável dentro do peso normal após 38 semanas. Eu fui avisada de que Annabelle poderia ir para a ala neo-natal, se ela fosse incapaz de gerir os seus próprios níveis de açúcar, pelo fato de eu ser diabética. Após cada alimentação, seu nível de açúcar no sangue era testado através do teste do pezinho. Mas ela estava bem sendo capaz de gerenciar seus próprios níveis e, portanto, não precisou ir para a ala neo-natal. ”

Emma não está muito preocupada com sua filha ter diabetes, pois a sua condição “não é genético”. Seu marido  tem 34 anos e chama-se Jerônimo. Ele é de Newry, onde ela o conheceu há cinco anos, e não tem a condição.

“Eu tinha asma desde que tinha dois anos de idade”, disse ela. “Meu tratamento para a asma envolvia tomar esteroides orais, que descobri mais tarde poder causar diabetes.

“Muitas pessoas não sabem disso, mas esteroides orais, os que eu tomei, podem causar diabetes e foi o que ocorreu comigo.”

Tornar-se mãe abriu um “novo mundo” para Emma. Ela, assim como as mães de todo o mundo, descobriu que o principal problema com a maternidade precoce é a “exaustão”.

“Se a minha pequena história vai ajudar alguém com diabetes e incentivá-los – é tudo que eu quero”, acrescentou.

“Se você controlar a diabetes é bom. Se você não controlar, então você vai sofrer efeitos colaterais ruins e isso vai afetar a sua vida.

“Um diabético precisa cuidar de si próprio, precisa saber comer ou dormir corretamente. “Se você não cuidar de si mesmo, isto será uma coisa terrível de se conviver. Com a diabetes sob controle, você pode ter uma vida normal e saudável. ”

 

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