
Jovens australianos com diabetes podem não estar monitorando sua doença tão bem quanto deveriam, conforme revelou um relatório do Instituto Australiano de Saúde e Bem-Estar.
O relatório mostrou que alguns dos 31.300 australianos, com idade de até 30 anos, estavam registrados como tendo diabetes nos anos 2009/2010, sendo que 79% deles com o tipo 1 da doença.
A diabetes do tipo um é uma doença auto-imune sendo necessário ao doente a aplicação de injeções regulares de insulina todos os dias.
E, enquanto a administração de insulina se faz necessária muitas vezes a cada dia, o relatório mostra que uma boa quantidade de jovens não estava suficientemente preocupada em monitorar seus níveis de açúcar no sangue.
Susana Senes, porta-voz do Instituto, disse que a boa notícia é que o total de tiras de teste de glicose no sangue compradas neste período, foi em quantidade suficiente para crianças com diabetes tipo 1 de idade até 11 anos.
Mas o relatório mostrou espaço para melhorias para aqueles com idades entre 19 a 24 anos, de ambos tipo 1 e 2 de diabetes. Esta faixa comprou as tiras de teste a uma taxa menor do que todos os outros grupos etários.
Havia também cerca de 15.500 jovens internados com problemas relacionados à diabetes em 2009/2010.
A maioria das pessoas hospitalizadas era de crianças de té 11 anos de idade, em parte para estabilizar a sua condição ou para o diagnóstico da doença.
A Sra. Senes disse que também há complicações de longo prazo provocadas pelo diabetes entre os jovens australianos.
“Alguns jovens com idades entre 19-30 já estão experimentando graves, mas evitáveis, complicações causadas pelo mau monitoramento da diabetes a longo prazo, incluindo danos aos nervos, úlceras do pé, no olho e até doença renal.
“Em 2009/2010, entre as pessoas com diabetes tipo 1 com idade entre 25-30, houveram 58 internações por complicações de longo prazo da diabetes para cada 1000 mulheres e 32 para cada 1000 homens.”
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