
Uma equipe de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Cardiff comparou a mortalidade dos pacientes diabéticos tipo 2 que tomam insulina em relação aos pacientes que se utilizam de outros tipos de tratamento para reduzir seus níveis de glicose no sangue.
Eles examinaram os dados do UK Clinical Practice Research Datalink (CPRD), que engloba cerca de 10 por cento da população do Reino Unido, em busca de pessoas com maior risco individual de complicações associadas com o diabetes, tais como ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, complicações oculares, e doença renal, quando comparados com pacientes tratados com métodos alternativos de diminuição da glicose sanguínea.
“O uso da insulina continua a ser o tratamento empregado a mais tempo visando a redução da glicose para pessoas com diabetes tipo 2, e seu uso tem crescido muito nos últimos anos”, segundo o professor Craig Currie, que liderou o estudo.
“No entanto, o foco agora são as novas terapias e tratamentos emergentes alternativos ao uso de insulina que se demonstram mais eficientes e seguros.
“Ao analisar os dados da CPRD entre 1999 e 2011, nós confirmamos a existência de riscos de saúde para pacientes com diabetes tipo 2 que tomam insulina para controlar sua condição”, acrescenta.
O estudo, publicado no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, corrobora as descobertas de pesquisas anteriores que identificaram potenciais riscos à saúde neste grupo específico de pessoas que fazem uso da insulina.
As preocupações iniciais foram levantadas a partir de um estudo de base populacional no Canadá, que registrou um aumento de três vezes na mortalidade dos pacientes com diabetes tipo 2 que faziam uso da insulina.
Um estudo similar no Reino Unido de pessoas com diabetes tipo 2 tratados primariamente com insulina, também relatou um risco de 50 por cento de aumento da mortalidade em comparação com outro método de tratamento.
Currie acrescenta: “Os pacientes sendo tratados com insulina não devem, em hipótese alguma, deixar de tomar seus medicamentos, e é importante ressaltar que este relatório é relativo apenas ao diabetes tipo 2, que geralmente começa em pessoas mais velhas que estão acima do peso.”
“Circunstâncias de cada paciente diferem entre si e a decisão de tratamento é gerida pelo seu médico considerando a história clínica de cada um.
“A grande maioria das pessoas que toma insulina não irá experienciar nenhum efeito adverso. O uso da insulina continua a ser uma forma confiável e comum de tratamento em todo o mundo, mas este estudo mostra que temos de investigar este ponto com urgência e as autoridades reguladoras de medicamentos deve ter interesse por esta questão.”
“Qualquer um que se enquadra no caso descrito anteriormente deve, obrigatoriamente, procurar seu médico antes de tomar qualquer ação para mudar a forma de administrar sua diabetes.”
Fonte: Universidade de Cardiff
