sábado, outubro 24, 2026
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Não podemos nos dar ao luxo de fazer suposições sobre o peso e diabetes

Este não é o século 14, não estamos atravessando a peste negra, mas estamos diante de uma praga. Esta praga é muito real e afeta cerca de 8,3 por cento da população dos EUA – que é um gritante número de 28,5 milhões de americanos – e destes, 7 milhões nem sequer percebem que estão afetados.

Diabetes tem sido apelidado de praga pela minha geração, junto com AIDS e câncer.

– Diabetes? Isso não é grande coisa. É fácil, basta comer direito, empurrar as calorias para bem longe, uma vez que você sabe que não é bom para você e, pelo amor de Deus, faça algum exercício!

Pessoas com diabetes tipo 1 têm mais sorte. Por quê? Porque eles não estão acima do peso como os seus colegas do tipo 2.

Infelizmente, eu tinha essa mentalidade por um bom tempo.

Eu também olhava para as pessoas obesas ou com excesso de peso que sofriam de diabetes com certo desprezo. “Você não pode simplesmente parar de comer? Você prefere ter a sua saúde comprometida pela sua diversão?”

O que eu não entendia era que o ganho de peso podia ser um mecanismo de defesa do corpo para algo muito, muito mais sinistro – um problema metabólico subjacente do qual ainda não temos um bom conhecimento.

obesity-discriminationEu vim a ter esta nova visão após uma aula de biologia, quando meu professor passou um vídeo de Peter Attia. Ele é um médico e falou sobre o dia em que ele foi chamado às 02:00 da manhã para amputar o pé de uma paciente. Esta paciente tinha diabetes tipo 2, e Attia imediatamente olhou para ela como se devesse tê-la conhecido melhor – pensando que ela deveria ter sido capaz de controlar seu destino e como ela deveria impedir aquela amputação iminente de seu pé. Como eu, Attia foi rápido para julgá-la porque ela estava acima do peso.

Então, Attia foi atingido com a praga também. Ele havia desenvolvido diabetes e foi rapidamente ganhando peso, apesar de cortar todos os alimentos “não saudáveis” e praticando exercícios rigorosamente.

Ele não entendia como isso poderia acontecer a ele. Ele não era um balde de fast food – ele tomou todo o cuidado com si mesmo.

Attia então teve um novo ponto de vista: por que não o diabetes poderia estar causando a obesidade, ao contrário do que temos ouvido por toda as nossas vidas?

Tão logo assisti ao vídeo, o arrependimento me atingiu como um raio. Por que eu tinha sido tão rápida em julgar as pessoas com excesso de peso que tinham diabetes?

Minha consciência me apontou para uma resposta: Em uma sociedade onde ser “gordo” é visto como irresponsável, somos rápidos para julgar aqueles que sofrem de doenças potencialmente fatais e responsabilizá-los por suas “escolhas de estilo pobre de vida”.

Agora, eu sou corajosa o bastante para perguntar: Como nós nos atrevemos a isto?

Isso não quer dizer que a obesidade não seja um problema iminente, porque é. Mas, e se nós estivermos lutando nesta batalha contra o inimigo errado?

Estou disposta a manter uma mente aberta e aprender mais sobre a epidemia de diabetes. Espero que mais e mais pessoas cheguem também à conclusão de que, para progredir, devemos estar radicalmente abertos e desafiar cada suposição que a dúvida possa conter.

Aqueles atingidos pela diabetes do tipo 2 são muitas vezes desprezados por profissionais médicos. Attia, junto com outros médicos esclarecidos, espera ver essa mudança.

Em vez de permitir que nosso preconceito se baseie apenas na aparência, deveríamos estar pesquisando até os confins da Terra sobre a “possibilidade subjacente de que seja algo muito mais sinistro”. Se nós desperdiçarmos nosso tempo e recursos no combate à guerra errada, estaremos de volta aonde começamos, desta vez bem menos equipados e bastante decepcionados.

 

Hejab_Khan

 

Hejab Khan é uma estudante secundária no The Colony High School e colunista voluntária do Student Voices. Para responder a esta coluna, envie um e-mail para voices@dallasnews.com.

 

 

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