
Algumas pesquisas indicam que em até 9 anos após o diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 (DM2), um número substancial de pacientes necessita de insulina para atingir uma meta de hemoglobina A1c (HbA1c) menor que 7,0%.
Este fato levou à especulação e à sugestão de que os médicos devem encorajar os pacientes a mudar para a terapia de insulina muito mais cedo na doença. Isso pode reduzir o risco de complicações micro e macrovasculares. Os riscos de hipoglicemia que tem um peso modesto aumenta fortemente o debate, também.
A maioria dos especialistas agora incita os médicos a considerar a insulina desde o início, se o paciente apresenta sintomas de hiperglicemia significativas e / ou se o nível de HbA1c está entre 10% e 12%. Entretanto, menos da metade dos pacientes para os quais a insulina é recomendada realmente a utilizam.
Um estudo publicado na edição de julho 2014 do Jornal de Assistência Multidisciplinar de Saúde identifica estratégias práticas que podem melhorar a captação e a adesão a terapêutica com insulina.
Os autores abordam a inércia dos médicos, recomendando que eles se mantenham informados sobre as novas insulinas, tecnologias emergentes e opções de tratamento.
Os médicos clínicos, que costumam ser os primeiros e únicos que atendem a muitos dos pacientes, tendem a ser mais relutantes em iniciar a terapia com insulina do que aqueles que assistem a muitos diabéticos.
Muitos médicos citam a falta de tempo para educar os pacientes sobre a forma de utilizar a insulina como uma barreira significativa. Os pacientes também percebem a terapia com insulina como sendo complicada e demorada.
Os autores citam estudos que concluíram que ouvir ativamente os medos e as preocupações do paciente e educá-los sobre o papel da insulina em esquemas de auto-tratamento individualizado é fundamental.
Os pesquisadores aconselham convocar ajuda de educadores de diabetes certificados e pessoal de consultório com treinamento para lidar com as muitas preocupações do paciente. Eles também revisaram a literatura que descreve como as novas insulinas são mais convenientes.
