segunda-feira, maio 18, 2026
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Diabetes e a religião

Benjamin Franklin, estampado na nota de cem dólares, não possui preconceito.

Semanalmente publico aqui no TiaBeth, matérias cujos assuntos se desenvolveram em diferentes regiões do planeta. Divulga-se um estudo realizado na longínqua Nova Zelândia, outra pesquisa no gélido Canadá ou até mesmo um artigo escrito por uma estudante de algum país árabe, e quando interessante, traduzo com o auxílio do tradutor do Google para depois repassar a vocês, leitores de nossa página.

E hoje pela manhã, talvez inspirado pelos conflitos na Palestina que assistia na televisão, passou-me pela cabeça algo que, até então, jamais li à respeito: – enquanto que a religião, nos dias atuais, é o maior motivador de guerras e desavenças no mundo, a diabetes, ao contrário, é capaz de unir todos os povos do universo.

Neste exato momento, alguns centros de pesquisa em Israel tentam descobrir a cura da diabetes. Ao mesmo tempo, outras empresas naquele mesmo país, desenvolvem dispositivos ou medicamentos que visam facilitar a vida de quem tem a doença, seja criando uma pílula de insulina ou o esperado glicosímetro não invasivo.

Paralelamente em países capitalistas como EUA, Reino Unido, França, Austrália e mesmo no Japão, existem inúmeras entidades que também estão realizando pesquisas com a mesma finalidade, muitas das quais contam com o apoio financeiro governamental, de empresas multinacionais ou de alguma instituição de ensino.

É claro que a comercialização de qualquer medicamento ou aparelho saído destes laboratórios, irá proporcionar generosos lucros a aquele que primeiro disponibilizá-lo ao imenso mercado consumidor diabético. Porém isto não tira o mérito do responsável criador ou financiador, visto que, além do investimento financeiro sem resultado certo, existe um dispêndio de tempo e, porque não, até de vidas em prol de uma boa causa.

Qualquer produto que venha facilitar a vida de quem tem diabetes desperta um grande interesse de todos os países e não será a ideologia política, crenças ou religião que irá impedir que todo o mundo usufrua destas conquistas. Afinal, o pagamento por elas costuma ser feito em moeda americana. Dólar é dólar e vale a mesma coisa para todos sendo que ele sempre será bem-vindo, independente de sua origem.

Devemos compreender que por questões burocráticas governamentais, por razões estratégicas de marketing, dificuldades de produção ou suporte logístico, muitas vezes ocorre uma demora na distribuição de algo recém-lançado, mas isto não deve ser confundido com uma recusa de se vender qualquer produto.

Por este motivo, a população islâmica do Oriente Médio, os latinos cristãos, os africanos, budistas chineses, os ateus de Cuba e até mesmo nossos vizinhos argentinos do Maradona, irão se tornar beneficiários de uma descoberta realizada, e mesmo produzida, em algum país cuja ideologia, religião ou política provavelmente será diametralmente oposta a alguns de seus conceitos, mas nem por isso recusarão este benefício, como nunca o fizeram.

Estaria sendo injusto se deixasse de mencionar que muitas das atuais descobertas tecnológicas, só se tornaram possíveis devido ao surgimento da filosofia da Grécia antiga e, principalmente, graças aos matemáticos árabes e indianos, responsáveis pela criação dos algarismos hindu-arábicos que são utilizados por todos. E principalmente ao desconhecido inventor do número zero que propiciou a verdadeira revolução no mundo científico. Certamente estaríamos bastante atrasados sem ele, mas isso já é outra história. 🙂

Ney Limonge – é psicanalista, administrador, criador, editor do TiaBeth.com, escreve o blog Psicoanalisando  quando lhe sobra tempo e também o Blog da TiaBeth. Ele não tem diabetes.

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