
Sanofi, a maior companhia farmacêutica da França, disse que as vendas de seus produtos para a diabetes provavelmente irão encolher este ano após reduzir o preço de seu mais popular produto, a insulina Lantus nos EUA.
As vendas da Lantus caíram 5 por cento e arrastaram para baixo a receita da divisão de diabetes, visto que os ganhos de seus outros medicamentos para controlar o açúcar no sangue, Amaryl e Apidra, não conseguiram compensar a perda, disse a farmacêutica que tem sede em Paris em um comunicado sobre os lucros trimestrais.
A companhia cortou o preço da Lantus no início do ano para competir com as insulinas da Novo Nordisk A / S nos EUA depois de dizer em outubro que suas vendas de produtos para a diabetes seriam “globalmente estáveis” este ano. Para seu novo chefe executivo Olivier Brandicourt, que assumiu a direção da companhia há apenas algumas semanas depois da Lantus perder a proteção de sua patente, as receitas provenientes da insulina e seu sucessor Toujeo se tornarão cruciais, dizem os analistas.
Alvo no Colesterol
Brandicourt, que começou a chefiar a companhia este mês, estará “intensamente concentrado” para a introdução bem sucedida de novos produtos, incluindo o redutor de colesterol Praluent e uma vacina contra a dengue, que “têm o potencial para ser uma terapia inovadora”, disse em uma conferência telefônica com jornalistas.
As vendas da Lantus, que ainda deverão enfrentar a concorrência de genéricos, caiu 5 por cento, e Toujeo, sua nova insulina de longa duração, ganhou a aprovação nos EUA em fevereiro. Porém, quando o FDA (Food and Drug Administration) aprovou Toujeo, o fez sem fazer referências ao que a Sanofi dizia sobre esta nova insulina, que sua principal vantagem seria a redução de episódios de hipoglicemia noturna de seus usuários.
Sanofi espera que a aprovação do FDA em julho para Praluent, poderá dar-lhe uma vantagem de um mês sobre outra companhia, a Amgen Inc. na corrida para ser o primeiro no mercado a lançar uma nova classe de medicamentos chamados inibidores da PCSK9.
Sanofi disse também que está buscando a aprovação regulamentar para a sua vacina contra a dengue em seis países da Ásia e da América Latina onde a doença está endêmica.
