domingo, outubro 25, 2026
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Diabetes não impede de se alimentar com com prazer e saúde

 

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Ainda é comum pacientes com diabetes chegarem aos consultórios com uma extensa lista de alimentos considerados “proibidos”. Porém, graças à evolução da ciência e da medicina, eles já podem sair da consulta sem essa ultrapassada “condenação” a uma vida repleta de restrições alimentares.

“Hoje a gente diz que alimentação de quem tem diabetes é igual à de quem não tem. No geral, ainda orientamos para que os pacientes evitem consumir alimentos com açúcar, mas antigamente era algo taxativo”, reconhece a nutricionista do Centro de Diabetes da Universidade Federal de São Paulo (USP), Paula Cristina Augusto.

Também diabética e consultora do livro “Comida que Cuida 2 – O Prazer na Mesa e na Vida de Quem Tem Diabetes”, ela garante que a tensão na hora da refeição não é mais uma realidade para esses pacientes, e orienta que ao montar o prato, seja em casa ou na rua, o diabético deve tentar contemplar todos os grupos alimentares, assim como qualquer pessoa.

“O ideal é começar a refeição com um prato de salada, pois nos momentos de muita fome a nossa tendência é comer em maior quantidade a primeira coisa que servimos. Em seguida, entraria o grupo dos carboidratos (arroz, macarrão, batata), as leguminosas (feijão), proteínas (carne vermelha sem gordura ou as carnes brancas – frango ou peixe), e finalizar com uma fruta de sobremesa”, explica.

Comer de tudo, desde que com moderação e cuidado, é fundamental para ter mais saúde e prazer na mesa, segundo a engenheira química Izabela Salgado, 29 – que se descobriu diabética aos 5 anos. Ela conta que a condenação dos carboidratos já ficou para trás e que não existe mais tanta dificuldade em encontrar alimentos saborosos. “Hoje tem tudo diet, além das opções salgadas e gostosas. Um dificultador ainda são os preços mais caros”, pondera.

No entanto, o desconhecimento de grande parte da população, que ainda acredita que a comida para o diabético deve ser insossa, já colocou Izabela em situações inusitadas. “Uma vez, quando criança, eu voltava sozinha de uma viagem ao exterior e, na hora do jantar, me serviram tomate com brócolis”, lembra.

Controle. Uma das estratégias de controle sugeridas pela nutricionista são as trocas. “Quando for consumir bolo, por exemplo, fazer isso em refeições que você substitui o pão, e não como sobremesa. No fim de semana, se eu sei que vou comer sobremesa, então já diminuo a quantidade de carboidrato”, sugere. “Todo mundo tem momentos de querer comer hambúrguer, pizza. Eu também tenho, mas aí vou controlando”, também diz Izabela.

Outra dica da engenheira é para as festas. “Por precaução, sempre levo o meu refrigerante diet”, diz. “A vida social tem que fazer parte do cotidiano de quem tem diabetes. Não queremos que ninguém deixe de ter vida social”, conclui Paula.

Rótulos. A correta leitura dos rótulos dos alimentos também pode ajudar o paciente diabético a entender a composição dos produtos e, assim, selecionar as opções mais adequadas. “É importante fazer a comparação da quantidade de calorias, carboidratos e gordura por porção”, afirma a nutricionista Paula Cristina Augusto.

‘Chance’ para levar uma vida saudável

Algumas adaptações, no entanto, sempre são necessárias para quem descobre uma doença crônica como o diabetes. “A primeira mudança deve ser em relação à quantidade de comida, para ajustar de acordo com as necessidades de cada um. Após traçado o perfil alimentar, é preciso fazer os ajustes necessários em relação ao consumo de todos os nutrientes”, diz a nutricionista Paula Cristina Augusto.

Por isso, para alguns pacientes, a descoberta da doença pode acabar se transformando em uma oportunidade para aprender a ter uma vida mais saudável. “Claro que é uma doença que tem todos os pontos negativos e preocupações em relação às sequelas graves que ela pode trazer, mas, hoje, tenho hábitos muito mais saudáveis do que muita gente que não tem nenhuma gripe”, diz Izabela.

 

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