
Um novo estudo descobriu que pessoas com diabetes tipo 2 mais habilitadas no seu próprio cuidado, tanto física quanto mentalmente, estavam mais satisfeitas com a vida em geral, além de beneficiarem-se de melhores resultados de saúde
O estudo mediu o efeito das mudanças de comportamento consciente, como hábitos alimentares, melhora do sono e atividade física diária, sobre indicadores de qualidade de vida, tais como auto-aceitação e motivação para realizar seus objetivos.
Pesquisadores poloneses da Nicolaus Copernicus University, avaliaram ao longo de 8 meses, a qualidade de vida de 50 pacientes que tinham sido diagnosticados com diabetes tipo 2 nos últimos cinco anos anteriores ao estudo e que executaram uma ou várias das mudanças de comportamento descritos anteriormente
Os participantes foram convidados a preencher dois questionários: um deles avaliou o esforço da pessoa em implementar uma mudança de comportamento, e o outro avaliou sua satisfação com a vida, observando o bem-estar, emoções e vida social.
Dezenas de correlações foram calculadas para cada mudança de comportamento de saúde e o seu impacto na qualidade de vida dos participantes. Com base na pontuação, parece haver uma relação entre as práticas de saúde e satisfação com a vida das pessoas com diabetes tipo 2.
O gênero tende a afetar o nível de dedicação a uma mudança de vida. Homens com diabetes tipo 2 são mais pró-ativos com a sua saúde e também são mais propensos, do que as mulheres, a se contentar ou estar mais satisfeitos com a vida.
As mulheres dão mais importância às mudanças de hábitos alimentares do que os homens, algo que está frequentemente associado a uma atitude mental menos positiva e de menor satisfação de vida. O mesmo pode ser dito sobre a necessidade de aumentar o rigor da atividade física.
O medo sobre uma perda de controle dos níveis de açúcar no sangue e / ou possíveis complicações estão associados com sintomas de depressão, que ocorreram em 30 por cento dos pacientes, homens e mulheres.
Surpreendentemente, uma maior intensidade nos comportamentos de saúde às vezes são traduzidos em uma menor satisfação com a vida em geral. Acredita-se que as pessoas podem ficar tão focadas na doença e suas consequências, a tal ponto de perder a satisfação com suas vidas cotidianas.
Em função destes resultados, os pesquisadores argumentam que durante a aprendizagem sobre a estruturação da auto-gestão através de educação para a saúde, deve ser dada maior atenção na parte sobre o cuidado das pessoas, especialmente para as mulheres.
Pesquisas anteriores mostraram que a melhoria do conhecimento sobre como elas podem participar ativamente no tratamento, leva a uma diminuição nos sentimentos relatados de medo e impotência. Este conhecimento também dá aos pacientes uma sensação de independência e auto-suficiência.
O estudo foi publicado na revista Therapeutics and Clinical Risk Management.
