Quanto vale 1 grama de açúcar para você? De verdade, qual é a importância deste pó branco na sua existência? Digo isso porque ao menos 12 milhões de brasileiros são vistos “como coitados” por conviverem com um diagnóstico que, entre outras coisas, acarreta uma restrição importante ao consumo de doces.
Ocorre que este mesmo açúcar é o responsável por fazer com que esta e outras doenças crônicas cresçam de forma avassaladora no mundo, deixando um legado de adoecimentos precoces, causando amputações em especial nos membros inferiores, cânceres, problemas cardíacos e até demência.
Olhando para isso, volto a te perguntar: será mesmo um coitado aquele que restringe o consumo de açúcar?
Seja você diabético ou não, é bastante importante que saiba que o atual padrão alimentar e os hábitos de vida deixam todo o planeta no alvo desta doença metabólica. Em especial o diabetes tipo 2, que é muito ligado à obesidade, pode surgir em qualquer pessoa, mesmo que ela esteja só com sobrepeso (uns quilinhos a mais) e apresente uma outra condição perigosa, como a pressão alta.
É uma doença ligada diretamente com as escolhas alimentares. Alguns alimentos, mesmo que não tenham o sabor doce, são transformados em açúcar dentro do organismo.
Massas, pães, coxinha, barrinha de cereal, suco de frutas, pizzas. O excesso destes tipos de alimentos na corrente sanguínea exige que o pâncreas trabalhe em excesso para dar conta de colocar todo o açúcar para dentro das células por meio do hormônio insulina.
Por este motivo, quanto melhor for nossa alimentação, melhor será a performance do pâncreas, que não ficará mais sobrecarregado. E esta volta à normalidade, quando fazemos algumas trocas alimentares, ocorre mesmo que o seu pâncreas já tenha começado a adoecer.
Em suma: uma boa alimentação (de verdade) diminui naturalmente a glicose no sangue e faz com que você não precise receber insulina de forma artificial.
Alimentos que auxiliam a reduzir a quantidade de glicose no sangue:
– Farinha de maracujá: possui um alto teor de fibras, reduzindo a absorção de glicose;
– Sementes oleaginosas: o consumo destas está inversamente associado ao risco de diabetes tipo 2. Possuem baixo índice glicêmico, alto teor de fibras, magnésio, gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas;
– Aveia: a quantidade de fibras presentes nesse alimento ajuda a manter o nível de glicose no sangue estável;
– Farinha de banana verde: o amido resistente característico desse fruto verde reduz o aumento de glicose no sangue;
– Batata yacon: rica em fibras solúveis e probióticos, ela vem sendo utilizada em pesquisas com diabéticos, já que seu consumo parece não aumentar a quantidade de açúcar no sangue;

