sábado, outubro 24, 2026
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Especialista alerta que diabéticos devem tomar cuidado ao aderir à dieta de baixo carboidratos

Com frequência dietas que prometem perda de peso ganham muitos adeptos e a receita da vez é a low carb (baixo carboidratos). A proposta é reduzir consideravelmente a ingestão de carboidratos, principalmente no período noturno, e aumentar com isso o consumo de proteína e gordura saudável.

O emagrecimento acontece justamente por essa menor quantidade de alimentos, que faz com que o organismo baixe a produção de glicemia no período noturno. Apesar do aparente benefício instantâneo, existem contraindicações, principalmente quando o caso for com diabéticos. De acordo com o médico Theo Webert, que atua em nutrologia e é referência em qualidade de vida e bem estar, pacientes com diabetes que sejam desejam seguir a dieta low carb precisam de orientação profissional e um acompanhamento sistemático.

“A dieta é baseada em altas quantidades de proteína e gordura, no entanto ela pode ser seguida por diabéticos. Porém, eles devem estar com a taxa de glicemia controlada e constantemente observada. Até porque o diabético necessita do carboidrato complexo para o controle das taxas”, explica. Segundo o médico, a dieta não extingue o sacarídeo por completo; ela reduz em 100 gramas por dia o consumo desse grupo funcional, sendo este o fator preocupante para o diabético.

Prescrição

Em casos da deficiência glicêmica, a inclusão de carboidratos no planejamento alimentar do paciente é obrigatória e essencial. “Quando se pensa em indivíduos diabéticos, pré-diabéticos ou resistentes à insulina, sabe-se que existem alguns com desregulação constante do eixo insulínico. Neste caso, a low carb é contra-indicada”, alerta o especialista.

Alimentos de carboidratos complexos, como mandioca, batata-doce, inhame, entre outros, ajudam na regulação da taxa glicêmica. “Eles são metabolizados lentamente, liberando glicose de forma gradativa para o sangue. Devido à quebra de moléculas progressivas, o paciente pode sentir saciedade, minimizando a eliminação de insulina após refeições”, diz.

“Defendo que cada paciente possui suas características individuais. Portanto, sempre o melhor caminho é procurar uma orientação especializada, até mesmo para que os resultados sejam melhores e não haja algum tipo de risco para o paciente”, além disso, o profissional da saúde frisa que nenhum caso deve ser analisado de forma global, todos os pacientes devem ser avaliados de acordo com sua individualidade.

 

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