
Uma mãe de Bishop’s Stortford , no Reino Unido, usou o bolo para ajudá-la o combater o preconceito enfrentado por sua filha mais nova enquanto luta com o diabetes do tipo 1.
Anastasia Walsh disse que se sentiu agradecida pelo apoio recebido para sua venda do bolo, cujo objetivo foi aumentar a consciência sobre o diabetes e angariar fundos para ajudar a encontrar uma cura.
Sua filha India, agora com oito anos de idade, tinha apenas dois anos quando foi diagnosticada com diabetes tipo 1, o que significa que ela tem que aplicar injeções de insulina regularmente uma vez que seu pâncreas não produz este hormônio.
O evento na escola de India, Windhill21, aconteceu na sexta-feira (5 de maio) contou com patrocínio de Waitrose, Karen’s Cakes, Sainsbury, Tesco, e pais de crianças na escola.
Além de bolo, havia café gelado e foi oferecido oficinas de decoração de bolo para crianças.
“O diabetes tipo 1 é muito incompreendido. Este evento foi feito para desafiar as percepções e abrir o diálogo”.
Os fundos arrecadados serão destinados à entidade JDRF.
“É a única entidade que pesquisa uma cura para o tipo 1, que é uma doença auto-imune e completamente diferente da diabetes do tipo 2”, completou a Sra. Walsh.
“Os cientistas ainda não sabem a causa, mas definitivamente não está relacionada com dieta ou estilo de vida”.
Apesar da confusão que ela experimentou sobre as diferenças entre as condições, a Sra. Walsh disse que a resposta da escola e da comunidade em geral em Bishop’s Stortford era a esperada.
“Há discrepâncias na forma como as pessoas são tratadas, mas tivemos boas experiências – minha filha está muito bem cuidada”.

No entanto, a jovem Índia estimou já ter utilizado cerca de 34.000 agulhas – devido as picadas no dedo e injeções – em sua curta vida.
Walsh disse: “Ela é muito valente, mas há dias em que escuto soluços e lágrimas”.
“O maior problema é ter que machucar seu filho – você não pode dizer ‘desta vez não vai doer’ ou ‘vamos medir mais tarde'”.
“Você esquece o que é dormir quando levanta de 10 a 15 vezes por noite para fazer exames de sangue ou aplicar insulina”.
No entanto, a Sra. Walsh acrescentou: “Ela é uma guerreira”.
“Ela possui uma condição que requer bastante atenção. Mesmo assim, eu quero que ela seja capaz de lidar com isso, e que entenda que não há nada na vida que ela não seja capaz de fazer”.
