segunda-feira, outubro 26, 2026
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Sociedade Brasileira de Diabetes critica decisão de manter subsídios para indústria do refrigerante

Photo by Preankhan Gowrypalan on Unsplash

O Senado Federal revogou, dia 10 de julho, o decreto que acabava com o subsídio para a indústria de refrigerantes. Esse decreto foi publicado por Michel Temer durante a greve dos caminhoneiros, integrando um pacote de medidas para compensar a redução de R$ 0,46 do litro do diesel. A decisão de acabar com os subsídios foi comemorada pela Sociedade Brasileira de Diabetes que a considerou um grande passo para a saúde brasileira.

Para a entidade, a taxação de bebidas açucaradas tende a diminuir o consumo desse tipo de produto, que está associado ao desenvolvimento de doenças crônicas como obesidade, diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares. Agora, com a decisão do Senado, diz a entidade, o Brasil está prestes a enfrentar um retrocesso.

“Enquanto a Organização Mundial da Saúde e associações profissionais do mundo discutem o aumento de impostos para bebidas açucaradas, subsidiar o setor vai contra a tendência internacional. Nos países com taxação desses produtos, há redução da compra e, consequentemente, redução do consumo”, afirma a médica Maria Edna de Melo, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO).

Coordenadora do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes, Débora Bohnen Guimarães lembra que a rotulagem dos alimentos tem sido alterada para deixar os nutrientes críticos mais evidentes à população, como uma forma de alertar que aquele alimento não é saudável e, assim, diminuir o acesso a esses produtos. “Subsidiar uma indústria que produz alimentos que não contribuem com a saúde da população vai contra essa tentativa de educação”, critica.

Segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2017, do Ministério da Saúde, mais da metade da população nas capitais brasileiras está acima do peso. O consumo excessivo de alimentos industrializados ricos em açúcar, gordura saturada, sal e calorias – os denominados nutrientes críticos – é apontado como um dos principais fatores agravantes dessa condição.

 

https://www.sul21.com.br/

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