Segundo estimativas recentes, cerca de 160 milhões de pessoas nos Estados Unidos – ou 30% da população – têm excesso de peso ou convivem com a obesidade.
O mesmo vale para as crianças: quase 30% dos jovens americanos com menos de 20 anos vivem com obesidade ou estão acima do peso.
Em todo o mundo, os EUA ocupam o primeiro lugar quando se trata do número total de indivíduos obesos.
A obesidade é um fator de risco conhecido para inúmeras doenças crônicas, desde doença cardíaca até diabetes e câncer.
Assim, muitos indivíduos dos EUA estão ativamente tentando perder peso. De fato, uma pesquisa recente informa que quase metade da população inteira tentou perder peso em algum momento no ano passado.
Embora muitas pessoas sejam bem-sucedidas a curto prazo, a maioria das pessoas que fazem dieta provavelmente concorda que alcançar a perda de peso à longo prazo é a meta final – e muitas vezes mais desafiadora.
Perda de peso à longo prazo é definida como perda de 5% a 10% do peso total de um indivíduo. A American Heart Association (AHA) recomenda que os adultos com excesso de peso percam pelo menos este tanto de peso para colher os benefícios para sua saúde cardiometabólica.
Uma nova pesquisa confirma o conselho da AHA. Embora perder um pouco de peso seja bom, o novo estudo – liderado por Greg Knell, pesquisador de pós-doutorado no Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas em Houston – destaca a importância de perder pelo menos 5% do peso corporal melhora a saúde metabólica.
Knell e seus colegas publicaram suas descobertas na revista Mayo Clinic Proceedings.
Risco de síndrome metabólica cortado
Os pesquisadores examinaram dados de 7.670 adultos que participaram da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição. A pesquisa incluiu informações sobre a saúde cardiometabólica dos participantes, como peso, tamanho da cintura, níveis de açúcar no sangue e níveis de colesterol.
O estudo revelou que os participantes que conseguiram perder 5-10 por cento do seu peso foram 22 por cento menos propensos a desenvolver síndrome metabólica, que é um termo genérico que descreve vários fatores de risco para doenças cardíacas, diabetes e acidente vascular cerebral.
As pessoas que perderam mais de 20% de seu peso se beneficiaram ainda mais. Esses indivíduos eram 53% menos propensos a ter síndrome metabólica.
Knell comenta as descobertas, dizendo: “Se você está com sobrepeso ou obesidade, até perder um pouquinho é melhor que nada. Mas as recompensas parecem ser maiores para aqueles que conseguem perder mais”.
“As evidências até o momento sugerem que uma perda de peso de 5 a 10 por cento para aqueles com excesso de peso é benéfica para a saúde. Um nível mais alto poderia levar a um risco cardiometabólico menor”, acrescenta.
No entanto, o estudo também revelou como poucas pessoas são bem sucedidas em seus esforços de perda de peso; 62 por cento dos participantes foram incapazes de se livrar dos quilos extras, apesar de seus melhores esforços.
“Como a perda de peso é tão difícil, uma perda de 5 a 10 por cento para aqueles com excesso de peso deve ser o alvo. Isso deve ser feito gradualmente seguindo um estilo de vida saudável com orientação de especialistas, como seu médico.”
Greg Knell
“A pesquisa futura”, observa o co-autor do estudo, Qing Li, “deve continuar explorando estratégias eficazes para ajudar as pessoas a alcançar e manter um peso saudável, que inclua estratégias individuais e apoio social”.

