terça-feira, outubro 27, 2026
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SUS irá fornecer insulina de ação rápida à partir de outubro deste ano

Photo by Patricia Prudente on Unsplash

Quase um ano após o governo anunciar que o Sistema Único de Saúde (SUS) iria disponibilizar insulina análoga, o Ministério da Saúde finalmente assinou um contrato com a empresa Novo Nordisk para que esta seja a fornecedora das insulinas de ação rápida já à partir de outubro deste ano de 2018. A substância será armazenada em uma embalagem em formato de caneta, o que deverá facilitar o manuseio durante a aplicação, o reúso do recipiente e seu transporte.

Em paralelo, uma amostra de agulhas da BD acabou de ser aprovada e esta empresa espera ser chamada pelo Ministério da Saúde para assinar o contrato de fornecimento de agulhas.

De acordo com o anúncio feito no ano passado, cerca de 100 mil crianças com diabetes mellitus do tipo 1 terão a prioridade na distribuição das doses de insulina análoga, um medicamento mais moderno e de efeito mais rápido.

“Em um primeiro ciclo, o medicamento será fornecido a crianças e jovens entre 10 e 14 anos. Os pacientes poderão obter o medicamento em postos de saúde e unidades da Farmácia Popular”.

Agora é oficial

Insulina de Ação Rápida

A insulina análoga apresenta diversas vantagens em relação às versões mais comumente utilizadas. Ao contrário da insulina regular (que tem estrutura idêntica à insulina humana) e da NPH (mistura de protamina e zinco), que devem ser aplicadas entre 30 e 45 minutos antes do início das refeições e ao dormir, a insulina análoga deve ser injetada imediatamente antes das refeições, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

A ação no organismo leva apenas de 10 a 15 minutos, muito menos que os outros dois tipos, que agem a partir de 30 minutos, no caso da regular, e de uma a três horas, quando usada a NPH.

O governo investiu R$ 135 milhões na compra de 8 milhões de unidades do novo insumo. A próxima etapa, ainda sem data definida, é estender a distribuição da insulina análoga a adultos.

O grupo com prioridade na fila da distribuição corresponde a 1% do total de crianças brasileiras com a doença, que é de 1 milhão. De acordo com a SBD, a cada ano, no mundo, 440 mil crianças desenvolvem o diabetes. Hoje, de acordo com a Vigitel 2016, uma sondagem que acompanha doenças crônicas no país, o diabetes cresceu 8,9% entre a população adulta.

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