sexta-feira, outubro 23, 2026
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Projeto desenvolve bomba de insulina menor, mais precisa e sem cateter

O novo sistema de bombas baseia-se num material que foi previamente desenvolvido no projeto FET-Open BioWings, que tem a capacidade de bombear quando estimulado eletricamente.

Pesquisadores da Universidade Politécnica de Valência (UPV) participam no projeto europeu Prisma, que visa desenvolver uma bomba de insulina menor, mais precisa e sem cateter, o que a tornaria “especialmente útil” para crianças com diabetes tipo 1.

O trabalho, financiado pela União Europeia e que terá a duração de três anos, insere-se no projeto europeu PRISMA (Bomba micromecânica para Sistemas de Entrega de Insulina de Próxima Geração), coordenado pela Universidade Técnica da Dinamarca.

“Este material permite eliminar toda a parte mecânica das bombas de insulina e, portanto, reduzir o seu tamanho e alcançar um melhor controlo de fluxo”, explica Jorge Bondia, investigador principal da PRISMA na Ai2.

Assim, o principal objetivo do projeto será a concepção de uma nova bomba de insulina, menor do que as que existem atualmente, com mais capacidade e melhor controle do que as que estão atualmente disponíveis para doentes com diabetes tipo 1.

Começará por construir-se uma bomba de câmara única, ou seja, apenas insulina, e depois passará para o fabrico de uma bomba de duas câmaras, para a administração da insulina combinada com o glucagon.

O projeto validará tecnicamente em laboratório a precisão de fluxo das novas bombas, de acordo com as mesmas fontes.

“O fato de não ter cateter e ser menor torna-a especialmente útil para as crianças, uma vez que são pacientes mais difíceis de controlar e, portanto, aqueles que mais podem beneficiar desta tecnologia. A diabetes tipo 1 é geralmente detectada em idade muito jovem”, explica Bondia.

O investigador disse ainda que o facto de a nova bomba ter mais capacidade para incorporar uma segunda câmara, será especialmente interessante para controlar situações, por exemplo, de exercício físico.

Vários estudos têm demonstrado que nestas situações é necessário um controlo com infusão de glucagon, além da insulina”, explica Bondia.

Espera-se que o projeto PRISMA abra caminho ao lançamento de uma ‘startup’ que permitirá acordos a longo prazo com grandes fabricantes de dispositivos médicos para a integração desta nova tecnologia na nova geração de bombas de insulina simples e combinadas, refere a Efe.

 

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