segunda-feira, agosto 15, 2022
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Comidas e bebidas ficaram mais doces na última década, diz estudo

Nos últimos dez anos, os alimentos e bebidas industrializadas ficaram mais doces em todo o mundo, segundo aponta um novo estudo feito na Universidade Deakin, na Austrália, publicado na sexta-feira (29/7) na revista científica Nutrição em Saúde Pública.

Usando dados de vendas de mercado, pesquisadores da universidade australiana analisaram a quantidade de açúcar e adoçantes não nutritivos – como a estévia, o aspartame e a sacarina – vendidos em produtos embalados entre 2007 a 2019.

A quantidade de açúcares neste tipo de produto agora é 9% maior. Países de renda média, como China e Índia, tiveram um aumento de 50% de seu uso para adoçar bebidas. Enquanto isso, países de renda alta, como Austrália e Estados Unidos, caminharam na direção oposta, vendo o uso diminuir.

Os cientistas perceberam que, no período, o volume de adoçantes não nutritivos consumido por pessoa em bebidas aumentou 36%. Entre os produtos de confeitaria, o uso cresceu especialmente em biscoitos e sorvetes.

O consumo de açúcar adicionado aos alimentos industrializados está associado ao aumento do risco de obesidade, diabetes tipo 2 e cárie dentária. Para tentar driblar este problema, governos de países ricos desenvolveram leis que restringem sua adição. Uma alternativa encontrada pela indústria alimentícia para conferir o sabor adocicado aos produtos foi o uso de adoçantes não nutritivos.

Embora sejam menos danosos à saúde, os pesquisadores destacam que a ingestão desse tipo de adoçante também traz prejuízos. Ele influencia a percepção do paladar e estimula a vontade de comer alimentos mais doces. Também podem estar relacionados à diabetes tipo 2 e doenças cardíacas, além de prejudicar a microbiota intestinal.

“Embora os danos de consumir muito açúcar adicionado sejam bem conhecidos, confiar em adoçantes não nutritivos como solução também traz riscos”, escreveram os cientistas.

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