sexta-feira, outubro 23, 2026
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Cientistas testam tatuagem que muda de cor com variação da glicose no sangue

Exemplos de variações nos pigmentos causados por alterações no sangue e níveis de glicose

Uma tinta desenvolvida por cientistas alemães poderá ser utilizada para criação de tatuagens que não somente enfeitam o corpo, mas também monitoram índices importantes para quem sofre de doenças crônicas, como diabetes e insuficiência renal. Criada por uma equipe de pesquisadores liderada por Ali Yetisen, engenheiro químico da Universidade Técnica de Munique, a tinta aplicada na pele “reage” às variações de glicose, albumina e pH no sangue.

O uso de pigmentos especiais em tatuagens já funciona para o controle de doenças
O uso de pigmentos especiais em tatuagens já funciona para o controle de doenças

A variação de tais substâncias pode apontar justamente para um problema ou mesmo uma emergência. O estudo foi publicado na revista científica Angewandte Chemie International Edition e, apesar de ainda não ter sido testado em seres humanos, obteve resultado exitoso e promissor em testes realizados em peles de porcos. A pesquisa revelou que a tonalidade amarela da tinta mudou para azul quando os níveis de pH no sangue subiram em excesso, por exemplo. A ideia é que as mudanças sejam avaliadas através de um app em nossos smartphones.

Outros processos semelhantes ocorreram com variações na glicose, que aponta para um quadro perigoso em quem tem diabetes, e na albumina, que denuncia problemas no rim, no fígado e até no coração. Os pigmentos ainda estão em testes e, por enquanto, só o ligado ao pH revelou-se reversível, enquanto os outros funcionam uma única vez. Uma série de testes está sendo feita para que a tatuagem alemã possa ser futuramente testada em animais vivos e pessoas.

As alterações no estudo demonstram como os pigmentos podem controlar tais níveis no corpo
As alterações no estudo demonstram como os pigmentos podem controlar tais níveis no corpo

Outro projeto que também busca a criação de uma tatuagem que examine as variações de glicose é o DermalAbyss. Desenvolvido por cientistas de  Harvard e do MIT, a tecnologia consiste em uma tinta que possui biossensores de azul pra marrom conforme os açúcares variam no sangue. O projeto também está em teste, mas pode representar uma grande ajuda para quem tem diabetes, reduzindo a frequência de exames e evitando emergências – sem renunciar ao estilo de uma bela tatuagem.

As tatuagens especiais desenvolvidas pela MIT são testadas na pele de porcos
As tatuagens especiais desenvolvidas pela MIT foram testadas na pele de porcos

 

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