segunda-feira, outubro 26, 2026
InícioDestaqueEquipe de alunos se esforça em busca da cura para o diabetes

Equipe de alunos se esforça em busca da cura para o diabetes

O professor Jeffery Tessem identificou um gene que pode ajudar a resolver um enigma na raiz do diabetes, doença caracterizada pelo alto nível de açúcar no sangue e que afeta cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo.

Para se aprofundar mais nas camadas celulares e entender melhor o gene, ele buscou alguns especialistas com extenso conhecimento diário e pessoal sobre esta condição: os alunos com diabetes.

Quatro dos estudantes no laboratório de ciência nutricional de Tessem tem diabetes tipo 1, a versão genética da doença que não está relacionado à dieta e estilo de vida. Dois foram diagnosticados durante o colegial, dois outros foram diagnosticados em seus aniversários, e todos eles querem encontrar respostas.

“Nós sempre seremos os primeiros a nos oferecermos para injetar o que pode vir a tornar-se uma cura”, disse Sam Grover, estudante de segundo ano. “Meu diagnóstico deu-me um caminho na vida e eu encontrei algo pelo qual sou apaixonado”.

O mesmo pode ser dito dos companheiros de laboratório, Mathew Ballard, Benjamin Bitner e Chad Tidwell. Os quatro tornaram-se um grupo de apoio mútuo, trabalhando lado a lado em sua busca do progresso.

Liderados por Tessem, eles estão investigando as vias moleculares que podem ativar a replicação de células beta. As células beta são células do pâncreas produtoras de insulina que são atacadas e destruídas pelo sistema imunológico das pessoas com diabetes tipo 1.

A equipe de Tessem, que inclui pesquisadores da Duke University Medical Center, está se concentrando na Aurora Quinase A, um gene que não só faz com que células beta se repliquem, mas que também ajuda a manter a sua capacidade de identificar a glicose e a secreção de insulina em resposta.

“Nós estamos realmente vendo uma proliferação”, disse Bitner. “Estamos vendo essas células beta crescerem, dividindo e segregando insulina, o que é algo novo e muito emocionante”.

As conclusões do grupo foram publicadas esta semana na Islets, uma revista acadêmica dedicada à pesquisas sobre insulina, células beta, glicose e outros elementos da diabetes.

Tessem e os estudantes visam definir todos os genes que permitem que células beta se repliquem, para que no tempo adequado, os químicos desenvolvam drogas que possam ativar ou desligar esses genes.

“Se pudéssemos dar as células beta de volta a um paciente que já não mais as tem, isto seria uma maneira de tratar a sua diabetes”, disse Tessem.

Um método atual para reintroduzir as células beta em pacientes diabéticos consiste em retirar as ilhotas de células-beta produtoras de cadáveres e transplantá-los para quem precisa. Para se ter uma quantidade suficiente de células beta para o transplante de ilhotas, é preciso dois doadores. Alinhar doadores suficientes correspondentes de tipos de sangue e tecidos para cada diabético é proibitivamente caro, sem tempo útil e, por vezes, minimamente bem sucedido.

Conhecer as vias que induzem o crescimento das células beta poderia reduzir a quantidade de ilhotas necessárias para um destinatário ou, talvez, poderia conduzir a soluções onde as próprias células beta residuais de um paciente se replicam sem a necessidade de um transplante.

“Claro que, o objetivo final é curar a diabetes. Para não ter que se preocupar mais com injeções de insulina ou com o nível de açúcar no sangue, e ser capaz de viver uma vida normal”, disse Grover. “Essa é a esperança”.

Universidade Brigham Young  (Utah – EUA)

http://www.healthcanal.com/

RELATED ARTICLES

MAIS POPULARES