
A rede de farmácias Walgreens concordou em pagar US $ 180.000 (cento e oitenta mil dólares) após longo processo de sua filial em South San Francisco, no estado americano da Califórinia, para resolver litígio trabalhista após demissão de funcionária que tinha diabetes. O valor estabelecido foi suficiente para resolver o processo em que ocorreu discriminação em relação à deficiência, de acordo com a Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos EUA.
A empresa demitiu Josefina Hernandez, que tem diabetes tipo 2, e que em 2008 havia comido um saco de batatas fritas de U$ 1,39 para estabilizar seu nível de açúcar no sangue enquanto sofria um ataque de hipoglicemia.
Ela trabalhou na empresa por 18 anos. Os advogados da Comissão disseram que Hernandez não tinha qualquer registro disciplinar no trabalho antes deste incidente, e seu empregador sabia que ela sofria de diabetes.
Ela foi demitida por comer a batata fritas sem pagar por elas.
Um segurança, que questionou Hernandez sobre as razões de comer os chips antes de pagar por eles, testemunhou que ele não entendia o que ela falava ao pedir esclarecimentos quando então Hernandez respondeu a sua pergunta por escrito: “Por causa de minha baixa de açúcar. Não tive tempo”.
Os advogados disseram que esta rescisão trabalhista de Hernandez violou o Americans with Disabilities Act (Ato dos Americanos com Deficiência), que exige que o empregador forneça acomodação razoável para um trabalhador ou candidato a emprego com deficiência.
O procurador William R. Tamayo, que está jurisdicionado na região de San Francisco da EEOC, disse em um comunicado que a demissão não foi apenas cruel e injusta, mas também ilegal.
“As pessoas podem pensar que este caso gira em torno de um roubo, mas a verdadeira questão é como a empresa tratou um funcionário com 18 anos e bem avaliado, a quem já sabia ter diabetes há 13 anos e que tentou pagar as batatas após recuperar-se de seu ataque hipoglicêmico”, disse Tamayo.
Além de pagar a Hernandez o equivalente a US $ 180.000, a rede Walgreens vai revisar e postar sua política de condições de alojamento e apoio aos trabalhadores com deficiência no seu sítio da intranet, proporcionar formação anti-discriminação, fazer relatórios periódicos para a EEOC e colocar um aviso sobre o decreto por três anos.
FONTE BCN VIA SFBAY
