sábado, outubro 24, 2026
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Estudo mostra que nova droga para diabetes da Novo Nordisk é eficaz e seguro para as crianças

A nova insulina de ação lenta da Novo Nordisk, Tresiba, demonstrou ser eficaz e segura para uso à longo prazo em crianças e adultos jovens com diabetes tipo 1, de acordo com novos dados de um estudo de fase final apresentado nesta última terça-feira.

A insulina de longa ação Tresiba é um produto importante para o crescimento futuro da empresa, que é a maior fabricante de insulina do mundo. Os reguladores dos EUA se recusaram a aprovar Tresiba devido a potenciais riscos cardíacos, o que representou um revés para a empresa. Tresiba foi aprovada na União Europeia no ano passado.

Resultados de um primeiro estudo que visava a segurança na utilização à longo prazo de Tresiba em crianças de um a 18 anos ao longo de um período de 52 semanas, mostraram que houve uma melhora do controle de açúcar no sangue sem aumento de risco de hipoglicemia, ou níveis perigosamente baixos de açúcar. Tresiba também ajudou a uma maior número de pacientes a alcançar uma redução significativa na glicemia de jejum, concentração de glicose no plasma medido depois que o paciente estava sem comer por pelo menos oito horas, disse a empresa.

Os novos dados do estudo, apresentado em uma reunião da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes (EASD), em Viena, é o primeiro de seu tipo realizado pela Novo Nordisk. No estudo, que incluiu 350 pacientes com diagnóstico de diabetes tipo 1, também conhecido como diabetes juvenil, Tresiba foi comparada com outra insulina mais antiga da própria empresa, a Levemir. Ambas, Tresiba e Levemir, foram combinadas no estudo com a insulina aspártico da Novo tomada às refeições, chamada de NovoRapid.

“Esses dados mostram que Tresiba tem o potencial de oferecer aos jovens com diabetes uma nova opção de tratamento, o que pode ajudá-los a alcançar um melhor controle de seu diabetes, disse o Dr. Nandu Thalange de Norfolk e da Norwich University Hospital na Grã-Bretanha. Ele é um dos pesquisadores principais.

Cerca de 29 milhões de norte-americanos e um número estimado de 382 milhões de pessoas no mundo têm diabetes tipo 1 ou 2, uma doença crônica que ocorre quando o corpo não produz ou usa adequadamente a insulina hormonal.

As estimativas da Organização Mundial de Saúde é que cerca de 10 por cento dos 382 milhões de pessoas no mundo com diabetes têm a variante do tipo 1 – a maioria tem o tipo 2, que é causado quando o corpo lentamente pára de responder à insulina, associada à obesidade e falta de exercício.

Principalmente as crianças e adultos jovens têm diabetes tipo 1, em que o corpo não produz insulina.

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