
No dia de hoje, foi lançado um projeto de pesquisas no Reino Unido que os cientistas acreditam resultar em uma vacina eficaz para combater a diabetes tipo 1.
Dr Alasdair Rankin, diretor de pesquisas da organização britânica Diabetes UK, disse: “Este projeto é extremamente excitante, porque tem o potencial de transformar a vida de centenas de milhares de pessoas que vivem com diabetes tipo 1, visto que nos leva em direção a uma almejada cura”.
A vacina irá trabalhar em harmonia com os outros tratamentos que diminuem os danos para as células produtoras de insulina no pâncreas.
No primeiro de quatro novos estudos, o professor Mark Peakman do Kings College de Londres, conduzirá uma pesquisa no Reino Unido para a criação de um protótipo de vacina para crianças e adolescentes que vivem ou estão em alto risco de diabetes tipo 1.
Ao mesmo tempo, o professor Colin Dayan, da Universidade de Cardiff, irá desenvolver uma rede britânica de pessoas com tipo 1 para permitir a realização de pesquisas sobre “imunoterapia” – e também6 para treinar os peritos que irão conduzir estes estudos.
O Professor Desmond Johnston, do Imperial College de Londres, vai continuar trabalhando para identificar aqueles recém-diagnosticados com diabetes tipo 1, com o intuito de que mais pessoas possam ter a oportunidade de participar dos estudos clínicos.
Dr Tim Tree, também do Kings College de Londres, vai criar uma rede de laboratórios especializados para estudar o impacto destas pesquisas, estudando como os diferentes tratamentos funcionam.
Os estudos, que custarão cerca de R$ 15 milhões, serão financiados pela organização Diabetes UK com o apoio da Tesco e com co-financiamento da JDRF, entidade dedicada à pesquisas para a cura da diabetes, estão sendo lançados na conferência do Diabetes UK, em Londres, que começa hoje.
Os cientistas esperam produzir as primeiras vacinas no prazo de 10 anos.
Dr Rankin disse: “A diabetes tipo 1 é uma condição inevitável com um enorme impacto sobre a vida de mais de 300.000 pessoas no Reino Unido.
“Gerenciar a diabetes é uma luta diária e muitas pessoas desenvolvem complicações de saúde devastadoras ou morrem antes do tempo”.
“Esses estudos nos levará a um longo caminho para mudar isso – aproximando-nos mais do que nunca da prevenção e, finalmente, da cura da doença”.
“Nada disso será fácil e nem irá acontecer da noite para o dia. As primeiras vacinas provavelmente ajudarão as pessoas a retardar o aparecimento da diabetes tipo 1 em vez de preveni-la inteiramente. Mas mesmo isso ajudaria a reduzir o risco de complicações graves, como acidente vascular cerebral, cegueira e ataques cardíacos”.
Karen Addington, executivo-chefe da JDRF no Reino Unido, disse: “A criança com diagnóstico de diabetes tipo 1 na idade de cinco anos chega a aplicar de 19.000 a 50.000 picadas no dedo até chegar aos 18.
“Nosso maior busca por uma vacina ocorre dentro de um esforço global para consignar esta condição, que oferece grande risco de vida, para a história”.
Professor Dayan acrescentou: “Este financiamento já levou a uma nova e grande colaboração entre cientistas da Diabetes UK e proporcionará um imenso impulso para este campo”.
“Dentro de um ano ou dois, veremos muito mais crianças e adultos que participaram da pesquisa. Dentro de quatro anos, esperamos ver os resultados de estudos de mais de seis tratamentos possíveis e dentro de 10 anos, a esperança de ver as primeiras terapias vacinais entregues aos pacientes na clínica”.
