As pessoas obesas correm o risco de acabarem por ficar diagnosticadas com doença cardíaca, diabetes, inflamação e outros distúrbios, se elas se sentirem discriminadas pela sociedade, constata um estudo realizado por uma pesquisadora de origem indiana.
O estudo sugeriu que aqueles que sofreram discriminação de peso ao longo de um período de 10 anos tinham o dobro do risco para uma alta carga alostática – uma disfunção cumulativa de sistemas corporais do estresse crônico.
A pesquisa se concentrou em entrevistados que regularmente relatavam experimentar a discriminação por causa de seu peso e perguntou-lhes se eles eram tratados sem cortesias, chamados por apelidos, ou fizeram-lhes se sentir inferiores. “Isto provoca um grande efeito.
Mesmo descartando os efeitos à saúde atribuídos ao excesso de peso, essas pessoas ainda experimentam o dobro do risco de carga alostática por causa da discriminação de peso”, disse Maya Vadiveloo, professora assistente na Universidade de Rhode Island, nos EUA.
De acordo com os pesquisadores, as descobertas, publicadas na edição de agosto de Annals of Behavioral Medicine, expõe as falhas na abordagem da sociedade para o controle de peso. “Nosso trabalho destaca a importância de incluir a sensibilidade e compreensão quando se trabalha com indivíduos obesos e ao desenvolver campanhas de saúde pública”, disse Vadiveloo.
Pessoas que sofrem com a discriminação de peso muitas vezes evitam a interação social e evitam as visitas ao médico, o estudo revela.
“Há muita vergonha em torno da comida e do peso. Precisamos trabalhar juntos como nação na melhoria da saúde pública e apoio clínico aos indivíduos com obesidade nos concentrando em fatores de risco ambientais”, disse a pesquisadora.

