
Depois de sofrer a perda de sua sobrinha devido a uma complicação da gravidez, Hector Silva encontrou consolo no design.
Durante uma pesquisa sobre a diabetes gestacional, Silva achou que a existência de um novo produto poderia melhorar a vida de milhões de pessoas que vivem com todos os tipos de diabetes.
“Eu tomei este evento como pessoal e quis fazer algo para ajudar – Eu não sabia o que ou como”, disse Silva, professor adjunto na Escola de Design UIC onde terminou sua pós-graduação em 2015. “Eu acabei decidindo oferecer minha ideia para todos aqueles que sofrem de diabetes”.

A tecnologia premiada de Silva elimina o desconforto de usar uma agulha para verificar os níveis de açúcar no sangue. Sua tecnologia vestível também podem se comunicar com o médico do usuário e notificar o pessoal de emergência se o nível de glicose estiver muito baixo ou alto.
Silva começou a trabalhar no projeto em sua tese de mestrado, após passar dois anos pesquisando sobre diabetes e criando uma forma de tecnologia vestível para as pessoas com diabetes. Seu excelente trabalho foi premiado com o Prêmio Estudante Notável de Produto de Consumo pela Core77 Inc ., uma revista de design industrial.
Ele colaborou com especialistas em diabetes no UIC, incluindo membros do corpo docente de Ciências da Saúde Biocomportamental, Cynthia Fritschi e Laurie Quinn.
“Encontrei-me com médicos e professores e eles ajudaram a dar-me as ferramentas para fazer da minha ideia uma realidade”, disse ele.
Seu projeto, chamado Flore, fornece uma maneira acessível, não-invasiva para que as pessoas com diabetes possam viver um estilo de vida saudável.
Flore iria eliminar o desconforto de picar o dedo para o monitoramento de glicose, utilizando a tecnologia da espectroscopia infravermelha para digitalizar o dedo em vez de tirar sangue. O dispositivo também serve como uma central de informações para acompanhar cada atividade envolvida na gestão da diabetes.
“Eu me encontrei com cerca de 50 pessoas que têm diabetes e as acompanhei ao longo do dia, e o maior problema que eu vi foi que eles precisavam tirar sangue de seus dedos sete ou oito vezes por dia”, disse ele. “Este dispositivo evitaria a picada do dedo, mostrando ao sujeito quando seria a hora de verificar o seu açúcar no sangue ou fazer um lanche, e ainda monitorando seus níveis de exercício”.
O projeto proporcionaria muitos benefícios para as pessoas que têm esta deficiência, disse Fritschi.
“Suas idéias para combinar tarefas diárias relacionadas com a diabetes com outros resultados de saúde em um único dispositivo seria uma boa opção para as pessoas com diabetes”, disse ela. “O que é especialmente esperançoso é o aplicativo para este teste de glicose no sangue sem agulha”.
O dispositivo vestível também teria a capacidade de se comunicar com o médico, pais ou cônjuges do usuário, enviando os dados em tempo real. Se os níveis de glicose no sangue estiverem perigosamente baixo ou alto, o dispositivo poderia notificar o pessoal de emergência.
Silva, que recebeu o título de bacharel em desenho industrial do campus Urbana-Champaign, gostaria de colaborar com uma empresa para desenvolver seu produto. Ele espera que o seu design premiado venha a aumentar a consciência sobre a luta da gestão da diabetes.
“Muitas pessoas não entendem como é ter diabetes”, disse ele. “Eu era ignorante sobre isso, mas agora gostaria de lançar mais luz sobre o tema. Quero ajudar às pessoas que têm diabetes para que possam gerenciá-lo e viverem uma vida normal, saudável, sem que isto ocupe todo o seu tempo”.
