segunda-feira, outubro 26, 2026
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Obesidade: especialista alerta que educação alimentar começa na infância

País assumiu o compromisso de reduzir o número de pessoas com obesidade até 2019

Você sabia? 1,9 bilhão de pessoas no mundo estão acima do peso e 600 milhões são obesas. O excesso de peso vai além da preocupação estética, conforme explicou o presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), nutrólogo e endocrinologista, Prof. Dr. Durval Ribas Filho, cooperado Unimed Catanduva. “A obesidade desenvolve a diabetes, a hipertensão arterial, ácido úrico, doenças cardiovasculares, e outras comorbidades”.

Nesta semana, o Brasil assumiu o compromisso, de até 2019, reduzir o número de pessoas com obesidade. Com isso, estimular ações que reduzam o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta e ampliar em, no mínimo, 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças.

“A obesidade, é uma pandemia nos países. Temos no Brasil 53% de pessoas com sobrepeso, mais de 100 milhões com excesso de peso. É preciso ensinar as crianças o que é nutrição, o que é alimentação, o que faz bem e mal e com isso as crianças crescem conscientes do que é melhor para elas”, ressaltou Dr. Durval Ribas Filho, citando como exemplo o Japão, país que trabalha a educação alimentar nas escolas.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, apontou que mais da metade dos brasileiros está com excesso de peso e que a incidência é maior em mulheres (59,8%) do que em homens (57,3%).

O especialista Dr. Durval explicou o porquê da diferença entre os sexos. “O metabolismo da mulher tem uma taxa muscular mais baixa do que no homem, quando tem menos músculo a pessoa queima menos caloria. As mulheres naturalmente têm o percentual menor de massa magra e consequentemente o metabolismo mais baixo”.

Ainda de acordo com o nutrólogo, as gestantes também precisam ter controle na alimentação, para que não prejudique o desenvolvimento do bebê. “Uma mãe que geralmente ganha um pouco mais de 24 quilos durante período gestacional, pode favorecer seu bebê a ter muitas células gordurosa, e faz com que no futuro está criança desenvolva o diabetes tipo II ou outras doenças como hipertensão arterial ou insuficiência renal”, ressaltou. O ideal é que a mãe faça a ingestão de 300 calorias em média por dia.

Consumo de hortaliças, frutas e legumes  

De acordo com nutrólogo, quem ingere de 300 a 400 gramas de frutas, verduras, legumes por dia, reduz em 80% a chamada taxa de mortalidade geral e ainda reduz 45% o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, além de manter uma alimentação rica e saudável.

 

http://www.oregional.com.br/

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